As mãos estão fechadas em posição de oração. Fechada no Mosteiro da
Esperança, Maria Francisca de Sabóia suplica a Deus que a proteja, olhe
por si neste momento de aflição e lhe perdoe os seus mais terríveis
pecados. Está em marcha, na corte portuguesa, um plano imparável e de
consequências imprevisíveis. E ela é a personagem principal desta
história de intriga, desamor e traição. A decisão estava tomada. Não
poderia voltar atrás. Terminaria o casamento com D. Afonso VI, rei de
Portugal, um homem deformado, gordo, de personalidade irada que nunca a
havia procurado no leito conjugal. O próximo passo deste plano
minuciosamente traçado seria pedir a Roma, com a ajuda do seu bom amigo e
conselheiro, o duque de Cadaval, a anulação deste casamento falso que a
havia tornado infeliz durante um ano e meio. Por fim, deposto o marido,
casaria com o infante D. Pedro, seu cunhado e assim veria concretizados
os seus desejos de poder. Uma afronta nunca antes vista, um pecado que
pedia, sem piedade, o castigo divino. Mas Maria Francisca de Sabóia não
havia nascido para ser um fantoche. Nasceu para ser rainha. Contudo, a
vida reservava-lhe ainda algumas surpresas. Diana de Cadaval regressa à
escrita com um romance que nos leva até à corte portuguesa do século
XVII, num momento em a ameaça espanhola é uma realidade, para nos contar
a história de Maria Francisca de Sabóia, uma princesa francesa que, aos
20 anos, se torna rainha e protagoniza um dos episódios mais curiosos
da História de Portugal.
A partir do Luxemburgo, os livros em leitura e os livros disponíveis para envio. Deixem o vosso comentário, mensagem e opinião.
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sábado, 22 de fevereiro de 2014
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Opinião: "Mafalda de Saboia" - Diana de Cadaval
Mafalda de Saboia chega a Portugal com 20 anos, cheia de esperanças... Espera encontrar um marido que seja seu companheiro e um povo que a acarinhe. Durante toda a sua vida como rainha não encontraria nem uma coisa ne outra...
D.Afonso Henriques era um homem destituido de sentimentos, ambicioso e que pensava apenas em alargar o reino e deixar descendência. Nunca em qualquer momento se mostrou carinhoso com a mulher, Mafalda, que servia apenas para dar à luz descendentes.
Teve uma vida infeliz só superada pela a legria que eram os seus filhos, e mesmo assim viu-se obrigada a mandá-los para longe para serem educados por familias nobres, como era norma naquele tempo.
O livro tem algumas contradições históricas, existem algumas repetições um pouco cansativas (a constante esperança de Mafalda em ser amada, meso depois de saber que Afonso era incapaz de qualquer sentimento por ela). No geral serve para vermos o ponto de vista de uma mulher sobre o primeiro rei de Portugal.
domingo, 5 de janeiro de 2014
Novidades: "Mafalda de Sabóia" - Diana de Cadaval
Quando a sua amiga D. Teresa lhe contou, entre lágrimas, o terrível
segredo que guardava há anos no peito, D. Mafalda de Saboia sabia que
morreria sem nunca poder contar a verdade sobre o seu marido Afonso
Henriques. A legitimidade e consolidação do reino de Portugal, perante a
Santa Sé e o mundo, razões pela qual fora escolhida para partilhar o
destino com o primeiro rei deste reino distante, dependia de si e do seu
silêncio. Mafalda de Mouriana, filha do conde Amadeu III de Saboia,
chega a Portugal, em 1146, aos 20 anos para casar com Afonso I, que aos
37 anos, ganhara uma áurea de conquistador, graças às duras batalhas que
ia vencendo contra os infiéis. Mafalda não encontrou em Portugal a
felicidade desejada. Procura na ajuda aos mais necessitados, o amor que
não encontra nos braços violentos de Afonso, com quem mantém uma relação
distante e conflituosa. Entre guerras e conquistas, o marido preferia
cair nos braços da amante Châmoa Gomes. De si, sua legítima esposa,
procurava apenas a garantia da continuidade da dinastia que iniciara.
Tarefa que Mafalda cumpriu com honra até à data da sua morte, em 1157.
Foi mãe de sete filhos e sentou no trono Sancho I. Portugal era agora um
reino independente reconhecido pela Santa Sé. Morreu sem nunca revelar o
segredo que poderia ter mudado a história do país para sempre…
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