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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Review: "A Cidade Sem Tempo" - Enrique Moriel

A Cidade Sem Tempo A Cidade Sem Tempo by Enrique Moriel
My rating: 1 of 5 stars

Este ano devia ter feito um desafio para as desistências!! Caramba! Ou sou do contra ou os livros são umas nhecas de primeira!!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Opinião: "A rainha vermelha" - Philippa Gregory

A Rainha Vermelha (A Guerra dos Primos, #2)A Rainha Vermelha by Philippa Gregory
My rating: 4 of 5 stars

Uau!! Esta autora deixa-me sem folego!
Apesar desta personagem ser mais "mesquinha" que as anteriores, não deixa de ser também ela uma feroz lutadora.
Esta Margarida cheia de uma fé cega, que nunca se conformou com o afastamento do filho do trono de inglaterra foi o pilar da Dinastia Tudor.
Um livro fantástico.


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Opinião: "O dia dos milagres" - Francisco Moita Flores

O Dia dos MilagresO Dia dos Milagres by Francisco Moita Flores
My rating: 2 of 5 stars

Baaahhh! Tanto entusiasmo gorado!! Um desfile de nomes, num livro aborrecido, tenho que o admitir.

Quem me conhece e sabe que adoro romances históricos pode imaginar a minha desilusão de cada vez que leio um livro deste género e acho uma seca!!  Este foi um exemplo disso, para grande pena minha.

É claro que gostos não se discutem, mas dar mais do que 3 estrelas a este livro é um exagero notório!



SINOPSE
O Dia dos Milagres é uma viagem apaixonante aos últimos dias do regime filipino que haveria de baquear no golpe de Estado que iniciaria a dinastia de Bragança.
O autor centra a acção em Vila Viçosa, onde viviam os Duques de Bragança, e conduz-nos pelos dias de ansiedade, dias terríveis, vividos entre crenças e superstições, marcado por revoltas e sofrimento, num Portugal pobre e cansado, traumatizado pela tragédia de Alcácer Quibir, de onde espera que chegue o Rei Sebastião.
O Dia 1 de Dezembro de 1640 foi um momento único da História de Portugal. Uma data que foi desprezada, até deixou de ser feriado, decisão que enxovalha a memória portuguesa. Um punhado de fidalgos, apoiado pelo Povo de Lisboa, enfrentou o mais poderoso Império do mundo. E devolveu a dignidade a Portugal. São os preparativos dessa saga extraordinária que percorrem as páginas deste romance apaixonante, terno, para que a memória colectiva não esqueça, aquilo que os novos servos do nosso tempo esqueceram, julgando Portugal do tamanho de um mero livro de contabilidade.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Opinião: "Perguntem a Sarah Gross" - João Pinto Coelho

Perguntem a Sarah GrossPerguntem a Sarah Gross by João Pinto Coelho
My rating: 5 of 5 stars

A 2 GG não é uma época que me desperte grande interesse, ou melhor, é uma época que me dá pesadelos! Imaginar a capacidade que o ser humano tem para humilhar e magoar o próximo com uma crueldade profunda é algo que me custa digerir! Pior se tiver em mente que convivo diariamente com gente assim...
Este livro foi uma leitura à parte... incrivelmente bem escrito, com personagens bem construídos e imagens arrepiantes.

Mais um excelente livro de um autor português.



SINOPSE

Sinopse
Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador.
Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.
Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História. A obra foi finalista do prémio LeYa em 2014.


terça-feira, 19 de maio de 2015

Opinião: "O guardião de livros" - Cristina Norton

O Guardião de LivrosO Guardião de Livros by Cristina Norton
My rating: 2 of 5 stars

Seria 2.5...
A primeira parte do livro, fala sobre a invasão napoleónica, é monótona.
A segunda parte, a partida de Marrocos para o Brasil, é um pouco mais interessante mas não basta para fazer um bom livro.

O personagem principal é um hipocondríaco, que só encontra cura para as suas maleitas quando se apaixona por Ana, uma carioca.
O casamento entre os dois abre um enorme fosso entre Marrocos e a família que reside em Portugal, isto por considerarem os brasileiros um povo depravado e inferior, em relação aos portugueses.

Não foi uma leitura que me seduziu, longe disso.

Wook 


Sinopse
Uma escrava muda conta um segredo guardado durante 200 anos; um escravo apaixona-se por quem não deve; uma carioca leva um português a descobrir as delícias do sexo; um cientista judeu a quem são confiados dois livros raros naufraga nas ilhas Malvinas. Estas são algumas das personagens deste romance, que nos narra a vida de Luís Joaquim dos Santos Marrocos, um bibliotecário hipocondríaco que, em 1811, atravessa o Atlântico rumo ao Brasil acompanhado por 76 caixotes cujo conteúdo era verdadeiramente precioso: no seu interior seguia a Real Biblioteca do Palácio de Ajuda, inicialmente esquecida no cais de Belém aquando da saída apressada da Corte portuguesa para o Brasil em 1808. A chegada ao Rio de Janeiro não foi fácil para Marrocos ao deparar-se com uma cidade onde nada o seduzia, - nem a comida, nem os cheiros, nem o calor - e com uma corte endividada, amante de cerimónias grandiosas e grosseira nos seus costumes diários. Mas tudo mudou quando conheceu Ana de Souza Murça. A autora descreve-nos uma vida rica em acontecimentos inesperados, onde a ironia se mistura com momentos comoventes.
Depois do sucesso de O Segredo da Bastarda Cristina Norton volta a deslumbrar-nos com o seu estilo expressivo e inovador assente numa pesquisa histórica séria. Este romance enfeitiçará e prenderá o leitor.





sábado, 9 de maio de 2015

Opinião: "Amor entre guerras" - Sofia Ferros

Amor Entre GuerrasAmor Entre Guerras by Sofia Ferros
My rating: 4 of 5 stars

Que entusiasmo! O 4 livro de autor português que adorei!
Agora que vou embalada não sei se me apetece ler um autor estrangeiro...

Miguel Vieira é médico, quando rebenta a guerra segue para a frente de combate na Flandres.
Uma série de acontecimentos infelizes transportam-no para uma pequena vila onde irá conhecer e apaixonar-se por Alexandrine, uma jovem francesa cheia de ideais.
O que parecia um conto de fadas vai transformar-se com o tempo e a distancia entre o casal parece inevitável.

Este livro retrata-nos episódios de guerra, contados de uma maneira que nos entusiasma a leitura. Um romance histórico bem escrito e nada monótono.
Posso adiantar que adorei o personagem de Miguel, um otimista apaixonado, pelo contrário Alexandrine foi-se aos pouco tornando uma personagem contraditória, entre a luta pelos ideais e a constante insensatez acabou por me irritar um pouco.








Sinopse
Quando a Alemanha declara guerra a Portugal em 1916, Miguel Vieira, um jovem médico do Porto, voluntaria-se para integrar o Corpo Expedicionário Português e parte para a frente de combate, na Flandres. Encontra-se nas trincheiras aquando do ataque devastador dos alemães às tropas portuguesas, naquela que ficará conhecida como a Batalha de La Lys. Como responsável pelo Posto de Socorro Avançado, é chamado a tomar decisões dramáticas, uma das quais envolve o seu melhor amigo. Será, de resto, por causa dele que, num castelo transformado em hospital de guerra, conhece e se apaixona por Alexandrine Roussel, uma francesa de espírito indomável que tem a ambição de se tornar médica e trava uma luta sem tréguas pela emancipação das mulheres e pela liberdade.
Terminado o conflito, Miguel e Alexandrine casam-se e vivem, em Paris, um ambiente de euforia e contestação. Mas eis que chega o momento de o médico aceitar um desafio profissional na exótica Lourenço Marques, onde a família se estabelecerá durante longos anos. À passagem por Lisboa, Alexandrine sofrerá, porém, um acidente que mudará as suas vidas para sempre.
Amor entre Guerras, que se baseia na história dos bisavós maternos da autora, é um romance fascinante sobre uma família entre 1916 e as vésperas da Segunda Guerra Mundial, oferecendo-se ainda como relato das convulsões que o mundo atravessou na época e como testemunho da vida quotidiana em Moçambique.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Opinião: "Veio depois a noite infame" - Margarida Palma

Veio Depois a Noite InfameVeio Depois a Noite Infame by Margarida Palma
My rating: 2 of 5 stars

Um romance histórico é sempre um livro que causa alguns receios de leitura... muita gente tem a ideia de que são livros cansativos, e isso é um facto se o autor não tiver algum cuidado.

Este livro de Margarida Palma, infelizmente, foi um pouco um desses casos. Apesar da componente histórica ser interessante, para quem gosta do género como eu, é também um pouco arrastado. O que é pena.

Este livro é passado no ano de 1921, um ano de muitas mudanças políticas em Portugal. O assassinato de Sidónio Pais e o massacre na noite de 19 de Outubro levado a cabo por arruaceiros, que impelidos por uma obscura justiça abateram sem piedade alguns homens justos da Republica.
A figura da Camionete Fantasma que andava de casa em casa, falsamente utilizando o nome da Junta Republicana, para levar perpetuar crimes contra Cunha Leal, António Granjo, Carlos da Maia (ministro de Sidónio Pais) e outros.
Nas palavras de Raul Brandão:  (Vale de Josafat, págs. 106-107), «Depois veio a noite infame. Veio depois a noite e eu tenho a impressão nítida de que a mesma figura de ódio, o mesmo fantasma para o qual todos concorremos, passou nas ruas e apagou todos os candeeiros. Os seres medíocres desapareceram na treva, os bonifrates desapareceram, só ficaram bonecos monstruosos, com aspectos imprevistos de loucura e sonho...».

Sem dúvida uma fase importante da história do país, mas que no entanto se torna um pouco aborrecida pela maneira como é contada.
Existe a componente romance, que neste livro não é muito acentuada.


Sinopse
Lisboa, 1921. Vivem-se ainda as sequelas da Grande Guerra e os temores causados pela Revolução Russa, mas sente-se sobretudo o descrédito dos políticos, responsáveis por uma crise sem fim à vista que mergulha o País na miséria e acende, por todo o lado, focos de violência. O assunto é tema de conversa em casa do advogado viúvo Eugénio Furtado - o «palacete» onde reside com as irmãs e a sua bela e encantadora filha Madalena -, mas também no prédio ao lado, do qual são inquilinos um casal de aristocratas russos refugiados, um velho fidalgo monárquico, uma prima de Eugénio e a famosíssima Elisa, actriz de grande talento mas reputação duvidosa, que organiza continuamente festas e jantares. É num desses serões que Madalena conhece um médico por quem se apaixona; mas, se o namoro poderia, à partida, ter quase tudo para dar certo, uma série de mal- -entendidos e intrigas vem minar a relação dos dois, tal como o cortejo de conflitos e dramas sociais mina a credibilidade do regime, culminando na Noite Sangrenta - talvez o mais trágico e vergonhoso episódio da nossa história colectiva - durante a qual desaparece misteriosamente um dos protagonistas do romance. Com um riquíssimo leque de personagens - republicanos convictos e saudosos do rei, devotos de Fátima e ateus, aristocratas, burgueses e populares -, Margarida Palma parte do microcosmos de um bairro lisboeta para nos dar conta de como se vivia e amava em Portugal no mais violento período da I República. 





terça-feira, 24 de março de 2015

Opinião: "O cavalheiro inglês" - Carla M. Soares

O Cavalheiro InglêsO Cavalheiro Inglês by Carla M. Soares
My rating: 4 of 5 stars

Adorei!!!
Se já tinha gostado bastante de Alma rebelde, este fez as minhas delicias! Tão romântico!

O Robert é um cavalheiro, sexy e divertido! A Sofia é uma teimosa! O Sebastião um doido...
A época em que se passa este romance é a ideal para estes personagens, não poderia ser de outra forma.
Quando em Portugal impera a confusão dos revolucionários que querem acabar com a monarquia e aparecem grupos anarquistas radicais, este livro não se fica apenas pela estória de amor, mas também pela história de Portugal.

É um livro, na minha opinião, muito bem escrito e por uma simpática autora portuguesa, de quem sou fã assumida.

Carla, já estou à espera do próximo, ok?

Sinopse
PORTUGAL. 1892. Na sequência do Ultimato inglês e da crise económica na Europa e em Portugal, os governos sucedem-se, os grupos republicanos e anarquistas crescem em número e importância e em Portugal já se vislumbra a decadência da nobreza e o fim da monarquia.
Os ingleses que permanecem em Portugal não são amados.
O visconde Silva Andrade está falido, em resultado de maus investimentos em África e no Brasil, e necessita com urgência de casar a sua filha, para garantir o investimento na sua fábrica.
Uma história empolgante que nos transporta para Portugal na transição do século XIX para o século XX numa descrição recheada de momentos históricos e encadeada com as emoções e a vida de uma família orgulhosamente portuguesa.



sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Opinião: "O vestido cor de pêssego" - R.A.Stival

O Vestido Cor de PêssegoO Vestido Cor de Pêssego by R. A. Stival
My rating: 4 of 5 stars

Ora bem... Aqui está um livrito que correspondeu às minhas expectativas!
Além da componente de romance histórico tem uma deliciosa estória de amor.

Amadeu Barnard é um soldado do império napoleónico, desencantado com a vida, ferido fisicamente e na alma, é um homem amargurado que perdeu a esposa e um filho pequeno.

Adeline é uma rapariga simples que fugiu do campo, em direcção a Paris, com a esperança de encontrar um futuro melhor.

Como o destino prega algumas partidas, Amadeus e Adeline encontram-se um dia, apenas para se lembrarem que já se conheciam... Nasce uma linda estória de amor, um romance simples e bem escrito, cheio de aventuras.

Uma leitura bastante agradável. Espero que os próximos estejam para breve.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Opinião: "A última carta de Carlota Joaquina" - José Manuel Saraiva

SINOPSE:
A Princesa Carlota Joaquina não era uma mulher bela nem sequer delicada, mas o que lhe faltava em graciosidade tinha de sobra em ambição, inteligência e firmeza. Entre o abandono de um marido fraco e beato e o desprezo por uma sogra louca, Carlota Joaquina procurou sempre satisfazer, sem olhar a meios, os seus anseios pessoais, as suas aspirações políticas e os seus apetites sexuais…

Com uma escrita elegante e o inconfundível estilo satírico a que já nos habituou com os seus bestsellers Rosa Brava e Aos Olhos de Deus, José Manuel Saraiva relata-nos agora, de forma notável, como terá decorrido essa extraordinária aventura que foi a viagem marítima da Corte Real para o Brasil, naquele ano de 1808….

OPINIÃO:
A curiosidade em saber mais sobre esta figura da nossa história era muita, uma mulher que uns consideram louca, outros ditadora... a meu ver, não passava de uma mulher solitária, humilhada e tremendamente infeliz.
Este pequeno livro é uma carta escrita pela Princesa Carlota Joaquina a sua mãe, quando é obrigada a deixar Portugal rumo ao Brasil devido à ameaça de invasão francesa.

Um pequeno livro que li a muito custo, tenho que confessar! Nunca tinha lido nada do autor e confesso que esta leitura não me deixou grande vontade de descobrir outras coisas... Um livro de ritmo tremendamente monótono, com divagações e pedaços de história pelo meio da carta (o texto principal).

Ficou bastante longe do que esperava dele.
 

sábado, 26 de julho de 2014

Opinião: "O segredo dos Médicis" - Michael White






SINOPSE
Na cripta da Capela dos Médicis, em Florença, a paleopatologista Edie Granger e o seu tio, Carlim Mackenzie, estão a examinar os despojos mumificados de uma das famílias mais poderosas da Itália do Renascimento.
Os embalsamadores fizeram bem o seu trabalho em termos de aspecto exterior. Mas, debaixo da pele quebradiça, os órgãos encolheram até uma fracção do seu tamanho original, o que significa que é difícil recolher uma amostra utilizável de ADN. Tanto Edie como Mackenzie têm sérias dúvidas quanto à verdadeira identidade de pelo menos dois dos corpos com quinhentos anos. E ninguém consegue explicar a presença de um objecto estranho descoberto alojado junto à coluna vertebral de Cosimo de Médicis. Para Carlim Mackenzie esta é a mais fascinante e a mais perigosa descoberta da sua vida. Para Edie, é o começo de uma procura obsessiva e que põe em risco a sua vida.
Com todas as peripécias espectaculares que fizeram de Equinócio o grande êxito internacional que foi, O Segredo dos Médicis mistura passado e presente, pistas crípticas e uma ameaça constante para dar origem a um romance policial que não deixa de nos prender em momento algum. 

 OPINIÃO
 Factos históricos e ficção misturados num livro cheio de mistério.
O autor utiliza personagens reais e integra-as num espaço imaginário tornando este livro uma leitura bastante interessante.

Para quem, como eu, é apreciadora de romance histórico e dos mistérios dos Médicis, este é sem dúvida uma leitura que não deve ser dispensada, num livro muito bem escrito e de leitura intensa.

Opinião: "O milionário de Lisboa" - José Norton


 SINOPSE
O Milionário de Lisboa é a biografia romanceada de um homem que a história parece ter esquecido. Lembrá-lo é, por isso, um acto de justiça já que o seu nome é incontornável quando se fala da cultura nacional, nomeadamente no teatro lírico. Uma história repleta de emoção e mistério, que tem como pano de fundo as grandes mudanças políticas da primeira metade do século XIX e uma sociedade portuguesa que já nessa época se debatia com muitos dos problemas que ainda hoje a afectam: a crise económica, a opacidade nos grandes negócios, a hipocrisia e incapacidade da justiça, e, a mediocridade da política.
Também é uma história feita de grandes amores e paixões, beleza, ostentação, prazeres e traição que conta com um final inesperadamente dramático, ao estilo das melhores óperas do século XIX.

OPINIÃO
Se olhar para este livro do ponto de vista histórico, direi que é uma excelente lição! Setembristas, liberais, patuleia tantas e tantas referencias a uma época conturbada do nosso país. Mas como romance... É informação a mais!

Ficamos a saber que Quintela foi um grande patrono das artes, que se envolveu em vários porojectos artisticos e contribuiu para que Portugal recebesse artistas estrangeiros, mas muito do resto que este livro nos conta é desnecessario e acaba por se tornar numa leitura maçadora.

Há que notar no entanto que o autor teve um trabalho de investigação profundo, isso aleado a uma boa escrita, que apesar de tudo é de facil compreensão, não torna a leitura completamente negativa.

domingo, 6 de julho de 2014

Opinião: "A chama ao vento" - Carla M. Soares

SINOPSE:
Um corpo anónimo é lançado à água num misterioso voo noturno sobre o Atlântico…

Vivem-se os anos mais negros da Segunda Guerra Mundial, e a vida brilha com a força e a fragilidade de uma chama ao vento. Na Lisboa de espiões e fugitivos dos anos 40, João Lopes apresenta à sua amiga Carmo um estrangeiro mais velho, homem de segredos e intenções obscuras que depressa a seduz, atraindo os dois jovens para uma teia de mistérios e paixões de consequências imprevistas.
Anos volvidos, Francisco, jornalista, homem inquieto, pouco sabe de si próprio e menos ainda de Carmo, a avó silenciosa que o criou, chama apagada de outros tempos. É João Lopes quem promete trazer-lhe a sua história inesperada, história da família e dos passados perdidos nos tempos revoltos da Segunda Grande Guerra e da Revolução de Abril. Para João, é uma história há muito devida. Para Francisco, o derrubar dos muros que ergueu em torno da memória e da própria vida.
Um retrato íntimo de Portugal em três gerações, pela talentosa escritora de Alma Rebelde.

OPINIÃO:
 Como a Carla quer opiniões honestas, não levará a mal a minha. :)

A favor:
De inicio confesso que me custou um pouco entrar na estória, achei o Francisco enfadonho e irritante! Toda aquela incerteza e falta de confiança...
Mas à medida que o livro avança dei por mim a admirá-lo e a compreendê-lo. A infância longe dos pais e com um avô como Manuel foi o contributo para a sua existência solitária.
Temos neste livro uma época de medos, de repressão, em que o povo português vive na ignorância mais por medo do que por falta de informação. Tudo é censurado pelo Estado e quem ousar questionar tem uma vida perseguida.
Os personagens são consistentes, a época histórica interessante, a escrita é simples e nada entediante. Estes são ingredientes para uma leitura bastante agradável e em nada fatigante.
Gostei muito!

Contras:
Á parte a estória, o livro tem vários erros... É uma pena que uma autora com tanta potencialidade sofra com os erros de formatação/edição da obra.
"“Prefiro não dizer, receio que não me permit a carta não siga, se o fizer.” - este é apenas um exemplo, existem vários. 

No entanto estes pequenos contratempos não me farão desistir desta autora.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Opinião: "A última noite em Lisboa" - Sérgio Luís de Carvalho



SINOPSE
A II Guerra Mundial vai no seu quarto ano. Numa Lisboa pobre, pacata e marialva, apenas os refugiados, as manobras militares da Legião Portuguesa e as filas que se começam a fazer à porta das lojas denunciam a existência de um distante e sangrento conflito.
Henrique é um jornalista que trabalha na revista A Esfera*, subsidiada pelos serviços secretos nazis, quando conhece a nova vizinha do lado, Charlotte, uma refugiada austríaca, cuja liberdade e antinazismo lhe vão abrir novas perspetivas. Cada vez mais, Henrique sente-se entre dois mundos antagónicos. De dia, trabalha entre convictos nazis; à noite, está com Charlotte e com Maria Carolina.
O que Henrique desconhecia é que os segredos e os mistérios da vida de Charlotte implicariam uma escolha dramática para os seus destinos.

*Factos reais
Embora se mantivesse neutral durante a II Guerra Mundial, o regime salazarista mantinha uma clara preferência. Provam-no os obstáculos à entrada de refugiados no país, sobretudo de origem judaica, e a autorização de publicações que assumiam o seu apoio aos países do Eixo.
A revista A Esfera é um desses periódicos.


OPINIÃO
Rico em personagens, este romance baseia-se em factos reais. Um Portugal oprimido pela PIDE, dividido entre o apoio aos nazis e à liberdade.

Henrique é um jovem que chega de Setubal para trabalhar em Lisboa, no jornal A Esfera, é noivo de Maria Carolina, uma jovem pacata.
Um dia conhecem Charlotte, uma refugiada a viver no prédio de Henrique, e a vida deles muda para sempre.
Entre o sentido do dever, a amizade e o que são obrigados a respeitar, assistimos a uma evolução dos personagens.
Muitos portugueses apoiavam o nazismo e acreditavam que os massacres judeus eram apenas calunias e quem disso duvidasse e ousasse levantar a voz contra o regime era perseguido.

Uma visão do Portugal salazarista, durante a II Grande Guerra, um livro muito bem escrito e em nada monótono. A minha estreia com o autor não poderia ter sido melhor!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Novidade: "Alexandra, a última czarina" - Carolly Erickson



A czarina Alexandra, mulher de Nicolau II, assombrosamente bonita e melancólica, fiel seguidora de Rasputine, executada, juntamente com toda a sua família, no seguimento da Revolução de Outubro de 1917, mantém-se uma personagem enigmática da história mundial.
Num tom confidente, rico em detalhes, com base em investigação histórica cuidada e enriquecida por uma brilhante imaginação, o relato da vida de Alexandra e da sua sociedade resulta num retrato biográfico tão intenso e difícil de abandonar, quanto é também um envolvente romance. Com esta obra, Alexandra deixa de ser uma figura histórica remota e transforma-se numa personagem de carne e osso.
Este livro é afinal um retrato impressionante de Alexandra, a imperatriz que os russos culpam pela queda dos Romanov, a última czarina do Império Russo.

Novidade: "A noiva Bórgia" - Jeanne Kalogridis

 
 
Incesto, envenenamento, traição. Um fabuloso romance histórico que nos transporta ao século XVI e ao coração do consulado da família Bórgia… Uma perigosa sedutora... O seu impiedoso irmão... E uma mulher inteligente e ambiciosa que se interpõe entre ambos.
Sancha de Aragão, uma mulher cheia de vivacidade, chega a Roma recém-casada com um elemento da mal-afamada dinastia Bórgia.
Rodeada pela opulência da cidade e pela corrupção política, trava amizade com a deslumbrante e pérfida cunhada, Lucrécia, cujo ciúme é tão lendário quanto a sua beleza. Há quem diga que Lucrécia envenenava as suas rivais, em especial aquelas a quem o seu atraente irmão, César, entregava o coração. Assim, quando Sancha é conquistada pelo charme irresistível de César, tem de esconder este segredo, pois, de outro modo, arriscar-se-ia a perder a vida.
Apanhada nas malhas sinistras dos Bórgias, reúne toda a sua coragem e recorre à astúcia para derrotar a família no jogo em que esta é especialista.
Combinando vividamente pormenores históricos e ficção, A Noiva Bórgia é uma história arrebatadora de conspiração, intriga sexual, lealdade e suspense.

domingo, 4 de maio de 2014

Novidade: "Catarina, A grande" - Carolly Erickson



Catarina, a Grande revela as complexidades de uma grande soberana, da sua busca por amor, das suas inseguranças, dos inevitáveis desgostos e desapontamentos de uma imperatriz que ousou não partilhar o poder com qualquer homem. Este livro constitui um retrato vívido de uma figura histórica infame, uma obra que revela como o triunfo manchado de Catarina garantiu a sua fama póstuma e relançou o poder e o renome da Rússia ao longo das gerações seguintes.
Com uma mestria hábil de narrativa histórica e um talento sem igual de fazer reviver o passado, Carolly Erickson desvenda a verdadeira mulher atrás da imagem turva - uma governante indomada, corajosa, frequentemente visionária, que, numa época de embargos e coacções, percorreu jovialmente o seu próprio caminho.

Em leitura: "A informadora" - Lindsey Davis



Roma, ano 89 DC. As regras ditam que uma mulher deve ser submissa e modesta. Não deve levantar a voz, vestir roupas extravagantes, sair à noite, beber ou desafiar a autoridade… e muito menos envolver-se em assuntos criminais.
Flávia Albia contraria todas estas normas (e mais algumas). Vive sozinha na zona boémia de Roma, cultiva amizades pouco recomendáveis e não se coíbe de lutar pelos seus direitos. Filha de um detetive, Flávia decidiu desde cedo seguir os passos do pai. Mas a investigação é uma profissão masculina. Para ser respeitada, ela sabe que terá de ser a mais rápida, a mais perspicaz, a melhor.
Flávia é a única a reparar que o número de mortes inexplicáveis tem vindo a aumentar na cidade. Por não terem ligação entre si nem indícios de violência, não levantaram suspeitas. As denúncias de Flávia são ignoradas pelas autoridades, que estão demasiado ocupadas com a organização dos Jogos de Ceres, o momento alto do ano. E até mesmo a própria Flávia, distraída com a perspetiva de um novo romance, não vê que a morte está demasiado perto de casa…

Opinião: "O assassino do Aqueduto" - Anabela Natário

Diogo Alves, tratante.
Um romance que nos fala de um assassino que aterrorizou Lisboa no século XIX. O que poderia ser um bom livro, foi um tivro de tédio!!
Um homem cheio de maldade, mas que a autora nos apresenta como um landrãozeco pelintroso... Confesso que estava à espera de um livro cheio de acção, de matança e saiem-me paginas arrastadas de personagens que às tantas nos baralham.

Não me convenceu mesmo nada!!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Em leitura: "Sedução nas highlands" - Maya Banks

 
 
 
Alaric McCabe, inteiramente leal ao seu irmão mais velho, lidera o seu clã na luta pelo que lhes pertence por nascimento. E está também preparado para se casar por dever. Mas, quando vai a caminho de pedir a mão de Rionna McDonald, filha de um chefe das terras as mais próximas, sofre uma emboscada e é deixado como morto. A sua vida é milagrosamente salva pelo toque suave de um anjo das Highlands, uma beldade corajosa que porá á prova a lealdade de Alaric para com o seu clã, a sua honra e os seus desejos mais íntimos.
Keeley McDonald, uma pária do seu próprio clã, foi traída por aqueles que amava e em quem confiava. Quando o cavaleiro ferido cai do seu cavalo, ela sente-se atraída pelo seu corpo esbelto e forte. O brilho dos seus olhos verdes acende nela a chama da paixão, que os acompanhará até ao castelo de Alaric, onde o seu amor proibido os levará mais longe nos prazeres da carne. Mas à medida que a conspiração e o perigo se fecham à sua volta, Alaric vê-se obrigado a fazer uma escolha impossível: irá ele trair os seus laços familiares pela mulher que ama?