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domingo, 6 de setembro de 2015

Opinião: "Infância roubada" - Josephine Cox

Infância RoubadaInfância Roubada by Josephine Cox
My rating: 4 of 5 stars

Acabado de ler há 10 minutos!
Uma autora que eu não conhecia, mas que me deixou emocionada em vários momentos do livro. Adam é um menino a quem nos é impossível ficar indiferente, uma criança boa que passa por momentos tão maus.

Uma estória dramática, onde podemos ver o pior e o melhor do ser humano e aprendemos que mesmo passando por coisas terríveis quando se tem bom intimo conseguimos seguir com a vida sendo boas pessoas.

Uma leitura carregada de emoções.




Sinopse
Edward Carter é um homem cruel e violento, habituado a instilar o medo em todos aqueles com quem se cruza e a dirigir com pulso de ferro as vidas da sua mulher e do seu filho.

Peggy é uma mulher meiga e tímida. Com o passar dos anos, aprendeu a não contrariar o marido. Sabe que enfrentá-lo só piorará a situação, a ponto de fazê-lo perder a cabeça e cometer uma loucura contra ela ou contra o filho de ambos. Para proteger o filho, não resta outra opção a Peggy senão a de subjugar-se ao homem perigoso que tornou as suas vidas um verdadeiro pesadelo.

Introvertido e sem amigos, Adam é um menino receoso: não por si, mas pela mãe. Temendo que tudo o que faça desperte a ira do pai, Adam não vive como a criança que é.

Phil é um homem de natureza bondosa e de princípios. Conduz o autocarro escolar e é o único amigo de Adam.

Num final de tarde, após o regresso da escola, Phil e Adam deparam-se com uma tragédia chocante, que forjará uma amizade indestrutível, nascida da mais profunda dor.

Uma história de perda, mas também de grande companheirismo e da longa e solitária viagem de um rapaz na redescoberta do sentido de família.



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Opinião: "Um, dó, li, tá" - M.J.Arlidge

Um, Dó, Li, Tá (Helen Grace, #1)Um, Dó, Li, Tá by M.J. Arlidge
My rating: 3 of 5 stars

Muito bom!! O enredo é excelente, a estória é arrepiante, mas a tradução mete nojo!!
"a próxima pergunta seguinte" ou o nome da filha de Mark ser Elsie e às tantas chama-lhe Amy?? Um livro de 17€... TopSeller é indecente a falta de cuidado, é literalmente gozar com os leitores "abandalhamos isto porque os tótós pagam na mesma" honestamente é este o pensamento das editoras, depois queixam-se que as vendas desceram... ora bem, quem lê traduções destas desaprende todas as regras do português medianamente falado.

Valeu o autor ter uma imaginação fantástica para criar um enredo arrepiante, que nalgumas descrições me deu volta ao estômago. Valeu Helen Grace, uma mulher cheia de garra profissional e complicada em privado.

Agora vou tomar coragem para ler o 2 livro do autor.


SINOPSE
Uma jovem rapariga surge dos bosques após sobreviver a um rapto aterrador. Cada mórbido pormenor da sua história é verdadeiro, apesar de incrível. Dias mais tarde é descoberta outra vítima que sobreviveu a um rapto semelhante.
As investigações conduzem a um padrão: há alguém a raptar pares de pessoas que depois são encarcerados e confrontados com uma escolha terrível: matar para sobreviver, ou ser morto.
À medida que mais situações vão surgindo, a detetive encarregada deste caso, Helen Grace, percebe que a chave para capturar este monstro imparável está nos sobreviventes. Mas a não ser que descubra rapidamente o assassino, mais inocentes irão morrer…
Um jogo perigoso e mortal num romance de estreia arrebatador e de arrasar os nervos, que lembra filmes como Saw — Enigma Mortal e A Conspiração da Aranha.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Opinião: "Quando o ódio matar" - Carina Bergfeldt

Quando o ódio matarQuando o ódio matar by Carina Bergfeldt
My rating: 2 of 5 stars



Um livro classificado como thriller, mas que deixa um pouco a desejar. A sinopse interessante não corresponde muito ao conteúdo, sendo que a autora peca pelo arrastamento da estória.

É sabido que quanto mais alta é a expectativa de leitura, mas ela corresponde. É pena que o que parece dar um bom filme, nem sempre seja um bom livro.




Sinopse
Um thriller que rompe com os estereótipos do género. Finalmente um sopro de ar fresco neste género!
Com grande minúcia, uma mulher planeia a morte da pessoa que converteu a sua vida num inferno, o pai. Uma nota no frigorífico com as palavras: «Matar o papá» recorda-lhe qual o motor que impulsiona agora a sua vida. Enquanto o plano parricida avança, é encontrado o cadáver de uma mulher num lago da cidade de Skövde; tudo aponta para uma morte violenta. A inspectora Anna Eiler trabalha no caso, mas não é a única: duas jornalistas locais, realizam a sua própria investigação.
As três têm razões pessoais para resolver o assassínio, as três escondem algo, mas só uma delas é capaz de preparar a sangue-frio um crime mais atroz do que aquele que pretende resolver. Não conseguirá parar de ler até descobrir de qual das três se trata!

terça-feira, 24 de março de 2015

Opinião: "O cavalheiro inglês" - Carla M. Soares

O Cavalheiro InglêsO Cavalheiro Inglês by Carla M. Soares
My rating: 4 of 5 stars

Adorei!!!
Se já tinha gostado bastante de Alma rebelde, este fez as minhas delicias! Tão romântico!

O Robert é um cavalheiro, sexy e divertido! A Sofia é uma teimosa! O Sebastião um doido...
A época em que se passa este romance é a ideal para estes personagens, não poderia ser de outra forma.
Quando em Portugal impera a confusão dos revolucionários que querem acabar com a monarquia e aparecem grupos anarquistas radicais, este livro não se fica apenas pela estória de amor, mas também pela história de Portugal.

É um livro, na minha opinião, muito bem escrito e por uma simpática autora portuguesa, de quem sou fã assumida.

Carla, já estou à espera do próximo, ok?

Sinopse
PORTUGAL. 1892. Na sequência do Ultimato inglês e da crise económica na Europa e em Portugal, os governos sucedem-se, os grupos republicanos e anarquistas crescem em número e importância e em Portugal já se vislumbra a decadência da nobreza e o fim da monarquia.
Os ingleses que permanecem em Portugal não são amados.
O visconde Silva Andrade está falido, em resultado de maus investimentos em África e no Brasil, e necessita com urgência de casar a sua filha, para garantir o investimento na sua fábrica.
Uma história empolgante que nos transporta para Portugal na transição do século XIX para o século XX numa descrição recheada de momentos históricos e encadeada com as emoções e a vida de uma família orgulhosamente portuguesa.



sábado, 20 de dezembro de 2014

Opinião: "Um amor perdido" - Anna McPartlin

Um Amor PerdidoUm Amor Perdido by Anna McPartlin
My rating: 3 of 5 stars

Sabe, quem passou pela experiência, que perder alguém é algo que nos deixa no limite. Mas perder alguém para algo desconhecido é passar além do desespero.
Alexandra sai de casa um dia e nunca mais volta... O marido Tom acredita que ela está perdida algures, a sua mãe Breda sente que o coração da sua filha ainda bate, mas a verdade é terrível.

Este é o mote para mais um livro de Anna McPartlin, um livro cheio de sentimentos, que nos deixa na mesma angustia que os personagens.

Esta autora tem o dom de nos fazer chorar pelos seus personagens, de nos fazer querer que tudo lhes corra bem, de acreditar que há sempre um final feliz. Mas há coisas que estão para além do nosso alcance...

Um livro que vale bem a pena ser lido.


Opinião: "O palácio de inverno" - Eva Stachiak

O Palácio de Inverno (Catherine, #1)O Palácio de Inverno by Eva Stachniak
My rating: 3 of 5 stars

No geral é um livro interessante, embora de inicio seja um pouco cansativo e pouco estimulante, com o avançar dos capitulos a estória torna-se mais estimulante.

Um retrato da corte russa com uma imperatriz autoritária e prepotente e o medo constante de quem a rodeia. Um pedaço de história e o inicio da Dinastia Romanov.

Opinião: "As aventuras de Marina Pons" - Lázaro Covadlo

As Aventuras de Marina PonsAs Aventuras de Marina Pons by Lázaro Covadlo
My rating: 2 of 5 stars

A visão de 3 personagens sobre uma mesma vida.
marina, José (marido falecido de Marina) e Lucas (novo namorado de Marina).

Não é um livro muito interessante, mas foca-se básicamente na solidão e abandono. Marina perdeu os pais em criança e foi criado pelo tio, conhece José (trepper) e casa-se. José morre cedo e Marina passa de professora de biologia a caixeira-viajante promiscua... Conhece Lucas um motociclista sem sentido de vida e cerca de 20 anos mais novo. Na vida de Marina nada faz sentido, por vezes nem a sua própria existência.


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Opinião: "O vestido cor de pêssego" - R.A.Stival

O Vestido Cor de PêssegoO Vestido Cor de Pêssego by R. A. Stival
My rating: 4 of 5 stars

Ora bem... Aqui está um livrito que correspondeu às minhas expectativas!
Além da componente de romance histórico tem uma deliciosa estória de amor.

Amadeu Barnard é um soldado do império napoleónico, desencantado com a vida, ferido fisicamente e na alma, é um homem amargurado que perdeu a esposa e um filho pequeno.

Adeline é uma rapariga simples que fugiu do campo, em direcção a Paris, com a esperança de encontrar um futuro melhor.

Como o destino prega algumas partidas, Amadeus e Adeline encontram-se um dia, apenas para se lembrarem que já se conheciam... Nasce uma linda estória de amor, um romance simples e bem escrito, cheio de aventuras.

Uma leitura bastante agradável. Espero que os próximos estejam para breve.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Opinião: "Josefina" - Kate Williams

Josephine: Desire, Ambition, NapoleonJosephine: Desire, Ambition, Napoleon by Kate Williams
My rating: 4 of 5 stars

Quem pegar neste livro a pensar que vai ler um romance, desengane-se. Este livro é uma biografia, muito bem escrita e de fácil leitura, sobre a consorte de Napoleão.

Muita coisa se desconhece sobre Josefina, as constantes humilhações que sofria às mãos de Napoleão, a vida de luxo, as dividas que não resistia a contrair e os numerosos amantes.
Foi uma mulher admirada pelo povo e terrivelmente odiada pela família de Napoleão, esta crioula nascida na Martinica e que detestava qualquer tipo de estudo, venceu por ela mesma e tornou-se numa das mulheres mais conhecidas da história.

É toda esta vida que relata o livro de Kate Williams, na minha opinião uma escritora fabulosa.


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Opinião: "Nunca seduzas um escocês" - Maya Banks

É sabido que estas estórias com highlandrs são sempre uma leitura agradável. Uns heróis abrutalhados, mas que veneram as esposas.
Sempre muitas aventuras e sensualidade.

Gostei particularmente desta estória criada pela Maya Banks, nada de extremamente erótico, mas sexy q.b. Achei realmente que fosse um livro cheio de imagens sexuais, mas foi exactamente o contrário... Centrou-se nas personagens e na estória de amor, acima de tudo.

Uma linguagem simples (apesar dos vários erros de tradução!), temos Graeme e Eveline obrigados, pelo rei, a casar para manter a paz entre os clãs, mas o que era obrigação depressa se transformou em algo mais...

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Opinião: "O ano em que não ia haver verão" - Rute Silva Correia

O ano em que não ia haver verãoO ano em que não ia haver verão by Rute Silva Correia
My rating: 2 of 5 stars

No inicio pareceu-me interessante e com algum sentido de humor, mas à medida que o livro avança os personagens perdem-se.

Aparece-nos um Santiago cheio de si, mas que no fundo não vale nada!
Dois psiquiatras com diálogos de velhas coscuvilheiras.
Uma espécie de heroína e mulher fatal que encanta todos os homens, mas vive desencantada...

Um livro fraco! A autora começa a dar volta aos personagens e isso só faz com que a trama pareça cada vez mais desinteressante e os personagens "meninos bem a cair no ridiculo".


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Opinião: "A última carta de Carlota Joaquina" - José Manuel Saraiva

SINOPSE:
A Princesa Carlota Joaquina não era uma mulher bela nem sequer delicada, mas o que lhe faltava em graciosidade tinha de sobra em ambição, inteligência e firmeza. Entre o abandono de um marido fraco e beato e o desprezo por uma sogra louca, Carlota Joaquina procurou sempre satisfazer, sem olhar a meios, os seus anseios pessoais, as suas aspirações políticas e os seus apetites sexuais…

Com uma escrita elegante e o inconfundível estilo satírico a que já nos habituou com os seus bestsellers Rosa Brava e Aos Olhos de Deus, José Manuel Saraiva relata-nos agora, de forma notável, como terá decorrido essa extraordinária aventura que foi a viagem marítima da Corte Real para o Brasil, naquele ano de 1808….

OPINIÃO:
A curiosidade em saber mais sobre esta figura da nossa história era muita, uma mulher que uns consideram louca, outros ditadora... a meu ver, não passava de uma mulher solitária, humilhada e tremendamente infeliz.
Este pequeno livro é uma carta escrita pela Princesa Carlota Joaquina a sua mãe, quando é obrigada a deixar Portugal rumo ao Brasil devido à ameaça de invasão francesa.

Um pequeno livro que li a muito custo, tenho que confessar! Nunca tinha lido nada do autor e confesso que esta leitura não me deixou grande vontade de descobrir outras coisas... Um livro de ritmo tremendamente monótono, com divagações e pedaços de história pelo meio da carta (o texto principal).

Ficou bastante longe do que esperava dele.
 

sábado, 26 de julho de 2014

Opinião: "A casa negra" - Peter May





SINOPSE
A Ilha de Lewis é o local mais desolador e austeramente belo de toda a Escócia. A rigidez da rotina diária apenas é mitigada pelo temor a Deus. Quando um assassinato sangrento cometido na ilha revela marcas semelhantes a um caso de Edimburgo, o detetive da polícia Fin Macleod é enviado para norte, para o investigar. Todos os anos, doze homens da ilha, alguns dos quais amigos de infância de Fin, partem para um remoto e traiçoeiro rochedo chamado An Sgeir, numa perigosa epopeia para caçarem as crias de uma ave marinha local. Este é, acima de tudo, um ritual de passagem que é ferozmente defendido contra todos os pressupostos da moralidade moderna. Mas, para Fin, a caça encerra memórias dolorosas, que podem, mesmo tanto tempo depois, exigir um enorme sacrifício. A Casa Negra é um thriller com um poder e uma visão raros. É um mistério criminal que explora as sombras das nossas almas, num local onde o passado está sempre perto da superfície e a vida mistura os mitos e a História.

OPINIÃO
Apesar de esperar mais acção, não posso de todo dizer que este é um mau livro ou maçador. É verdade que tantas referencias a pássaros e a violência da "caçada" nos deixa um bocadinho hesitantes, mas o desenvolvimento da estória avança relativamente bem.

Angel, um rúfia dos tempos de infância de Fin aparece morto. Um crime semelhante a outro investigado pelo detetive. Com o avançar do livro vamos descobrindo segredos há muito esquecidos e uma vingança que levou muitos anos a ser concretizada.
O que leva Fin de volta à ilha de Lewis são uma sucessão de coisas, entre elas o facto de ter nascido na ilha e de conhecer os seus habitantes, no entanto, nem sempre o que pensamos ter por garantido...

Uma boa leitura, vamos aguardar os restantes livros.

 

domingo, 6 de julho de 2014

Opinião: "A chama ao vento" - Carla M. Soares

SINOPSE:
Um corpo anónimo é lançado à água num misterioso voo noturno sobre o Atlântico…

Vivem-se os anos mais negros da Segunda Guerra Mundial, e a vida brilha com a força e a fragilidade de uma chama ao vento. Na Lisboa de espiões e fugitivos dos anos 40, João Lopes apresenta à sua amiga Carmo um estrangeiro mais velho, homem de segredos e intenções obscuras que depressa a seduz, atraindo os dois jovens para uma teia de mistérios e paixões de consequências imprevistas.
Anos volvidos, Francisco, jornalista, homem inquieto, pouco sabe de si próprio e menos ainda de Carmo, a avó silenciosa que o criou, chama apagada de outros tempos. É João Lopes quem promete trazer-lhe a sua história inesperada, história da família e dos passados perdidos nos tempos revoltos da Segunda Grande Guerra e da Revolução de Abril. Para João, é uma história há muito devida. Para Francisco, o derrubar dos muros que ergueu em torno da memória e da própria vida.
Um retrato íntimo de Portugal em três gerações, pela talentosa escritora de Alma Rebelde.

OPINIÃO:
 Como a Carla quer opiniões honestas, não levará a mal a minha. :)

A favor:
De inicio confesso que me custou um pouco entrar na estória, achei o Francisco enfadonho e irritante! Toda aquela incerteza e falta de confiança...
Mas à medida que o livro avança dei por mim a admirá-lo e a compreendê-lo. A infância longe dos pais e com um avô como Manuel foi o contributo para a sua existência solitária.
Temos neste livro uma época de medos, de repressão, em que o povo português vive na ignorância mais por medo do que por falta de informação. Tudo é censurado pelo Estado e quem ousar questionar tem uma vida perseguida.
Os personagens são consistentes, a época histórica interessante, a escrita é simples e nada entediante. Estes são ingredientes para uma leitura bastante agradável e em nada fatigante.
Gostei muito!

Contras:
Á parte a estória, o livro tem vários erros... É uma pena que uma autora com tanta potencialidade sofra com os erros de formatação/edição da obra.
"“Prefiro não dizer, receio que não me permit a carta não siga, se o fizer.” - este é apenas um exemplo, existem vários. 

No entanto estes pequenos contratempos não me farão desistir desta autora.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Opinião: "A última noite em Lisboa" - Sérgio Luís de Carvalho



SINOPSE
A II Guerra Mundial vai no seu quarto ano. Numa Lisboa pobre, pacata e marialva, apenas os refugiados, as manobras militares da Legião Portuguesa e as filas que se começam a fazer à porta das lojas denunciam a existência de um distante e sangrento conflito.
Henrique é um jornalista que trabalha na revista A Esfera*, subsidiada pelos serviços secretos nazis, quando conhece a nova vizinha do lado, Charlotte, uma refugiada austríaca, cuja liberdade e antinazismo lhe vão abrir novas perspetivas. Cada vez mais, Henrique sente-se entre dois mundos antagónicos. De dia, trabalha entre convictos nazis; à noite, está com Charlotte e com Maria Carolina.
O que Henrique desconhecia é que os segredos e os mistérios da vida de Charlotte implicariam uma escolha dramática para os seus destinos.

*Factos reais
Embora se mantivesse neutral durante a II Guerra Mundial, o regime salazarista mantinha uma clara preferência. Provam-no os obstáculos à entrada de refugiados no país, sobretudo de origem judaica, e a autorização de publicações que assumiam o seu apoio aos países do Eixo.
A revista A Esfera é um desses periódicos.


OPINIÃO
Rico em personagens, este romance baseia-se em factos reais. Um Portugal oprimido pela PIDE, dividido entre o apoio aos nazis e à liberdade.

Henrique é um jovem que chega de Setubal para trabalhar em Lisboa, no jornal A Esfera, é noivo de Maria Carolina, uma jovem pacata.
Um dia conhecem Charlotte, uma refugiada a viver no prédio de Henrique, e a vida deles muda para sempre.
Entre o sentido do dever, a amizade e o que são obrigados a respeitar, assistimos a uma evolução dos personagens.
Muitos portugueses apoiavam o nazismo e acreditavam que os massacres judeus eram apenas calunias e quem disso duvidasse e ousasse levantar a voz contra o regime era perseguido.

Uma visão do Portugal salazarista, durante a II Grande Guerra, um livro muito bem escrito e em nada monótono. A minha estreia com o autor não poderia ter sido melhor!

domingo, 18 de maio de 2014

Opinião: "A rapariga-corvo" - Erik Axl Sund



SINOPSE:
A psicoterapeuta Sofia Zetterlund está a tratar dois pacientes fascinantes: Samuel Bai, um menino-soldado da Serra Leoa, e Victoria Bergman, uma mulher que tenta lidar com uma mágoa profunda da infância. Ambos sofrem de transtorno dissociativo de personalidade.
A agente Jeanette Kihlberg, por seu lado, investiga uma série de macabros homicídios de meninos em Estocolmo. O caso está a abalar a investigadora, mas não tem tido grande destaque devido à dificuldade em identificar os meninos, aparentemente de origem estrangeira.
Tanto Jeanette como Sofia são confrontadas com a mesma pergunta: quanto sofrimento pode um ser humano suportar antes de se tornar ele próprio um monstro?
À medida que as duas mulheres se vão aproximando cada vez mais uma da outra, intensificam-se os segredos, as ameaças e os horrores à sua volta.


OPINIÃO:
Um excelente thriller!! Apesar do facto de sabermos quem é "o mau" não deixa de nos manter pressas á leitura.
Apesar de dividido em capítulos, o livro é bem estruturado e nada cansativo, salvo os nomes estranhos das ruas e vilas que dei por mim a ter dificuldade em pronunciar.
Desde o primeiro momento que a estória se entranha em nós e as descrições são algo chocantes...

Quando Jeanette contacta a psicoterapeuta Sofia para que a ajude em alguns casos dificeis, está longe de imaginar como isto mudará a sua vida.
Um divórcio, uma vida profissional como detective (pouco valorizada) e uma nova paixão surgem na vida de Jeanette...

Percebemos perfeitamente o que quer dizer o sub-titulo do livro "As faces de..." E ficamos ansiosamente á espera do próximo.

Opinião: "A informadora" - Lindsey Davis




SINOPSE:
Roma, ano 89 DC. As regras ditam que uma mulher deve ser submissa e modesta. Não deve levantar a voz, vestir roupas extravagantes, sair à noite, beber ou desafiar a autoridade… e muito menos envolver-se em assuntos criminais.
Flávia Albia contraria todas estas normas (e mais algumas). Vive sozinha na zona boémia de Roma, cultiva amizades pouco recomendáveis e não se coíbe de lutar pelos seus direitos. Filha de um detetive, Flávia decidiu desde cedo seguir os passos do pai. Mas a investigação é uma profissão masculina. Para ser respeitada, ela sabe que terá de ser a mais rápida, a mais perspicaz, a melhor.
Flávia é a única a reparar que o número de mortes inexplicáveis tem vindo a aumentar na cidade. Por não terem ligação entre si nem indícios de violência, não levantaram suspeitas. As denúncias de Flávia são ignoradas pelas autoridades, que estão demasiado ocupadas com a organização dos Jogos de Ceres, o momento alto do ano. E até mesmo a própria Flávia, distraída com a perspetiva de um novo romance, não vê que a morte está demasiado perto de casa…


OPINIÃO:
Um livro que poderia ter tudo para ser bom, mas que se revelou uma desilusão.
Muitas descrições sem interesse e pouco desenvolvimento para tantas páginas! Desisti quando cheguei às 100...

domingo, 4 de maio de 2014

Opinião: "O assassino do Aqueduto" - Anabela Natário

Diogo Alves, tratante.
Um romance que nos fala de um assassino que aterrorizou Lisboa no século XIX. O que poderia ser um bom livro, foi um tivro de tédio!!
Um homem cheio de maldade, mas que a autora nos apresenta como um landrãozeco pelintroso... Confesso que estava à espera de um livro cheio de acção, de matança e saiem-me paginas arrastadas de personagens que às tantas nos baralham.

Não me convenceu mesmo nada!!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Opinião: "Sedução nas highlands" - Maya Banks

Alaric é o segundo dos irmão McCabe, depois de sofrer uma emboscada quando vai ao encontro do clã da sua noiva, é recolhido e tratado por Keeley McDonald.
Keeley vive à margem do seu próprio cla, injustamente acusada de tentar sedusir o seu lider. É este anjo loiro que salva Alaric...

Um livro carregado de erotismo, à semelhança do primeiro. No entanto achei que neste volume o amor é a peça central.
Gost particularmente do facto dos personagens do livro anterior terem um papel activo, não caiem no esquecimento da autora.

Um livro que se lê bastante bem, há no entanto que notar, que classificá-lo de romance histórico é demasiado...

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Em leitura: "O rapaz do caixote de madeira" - Leon Leyson

Leon Leyson tinha apenas dez anos quando os nazis invadiram a Polónia em 1939 e a sua família foi forçada a viver no gueto de Cracóvia. Neste seu livro de memórias, Leon começa por nos descrever uma infância feliz, na sua aldeia natal e felizmente para a família, o seu caminho cruzar-se-ia com o de Oskar Schindler que os incluiu na célebre lista dos trabalhadores da sua fábrica. Na altura com apenas 13 anos, Leon era tão pequeno que tinha de subir para cima de um caixote de madeira para chegar aos comandos das máquinas. Ao longo desta história, que reproduz com autenticidade o ponto de vista de uma criança, Leon Leyson deixa-nos entrever, no meio do horror que todos os dias enfrentavam, a coragem, a astúcia e o amor que foram necessários para poderem sobreviver.