quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Novidade: "Helena de Tróia I & II" - Margaret George


Filha de um deus, mulher de um rei, prémio da guerra mais sangrenta da Antiguidade, Helena de Tróia inspira artistas há milénios. E Margaret George dá nova vida ao grande conto homérico pondo Helena a narrar a própria história.
Através dos seus olhos e da sua voz, vivemos a descoberta da jovem Helena sobre a sua origem divina e beleza avassaladora. Pouco mais do que uma menina, Helena casa-se com Menelau, rei de Esparta, e dá-lhe uma filha. Aos vinte anos de idade, a mulher mais bela do mundo estava resignada com um casamento desapaixonado — até encontrar o atraente príncipe troiano, Páris. E quando os apaixonados fogem para Tróia, guerra, assassínio e tragédia tornam-se inevitáveis.
Em Helena de Tróia, Margaret George capturou uma lenda intemporal num conto hipnotizante acerca de uma mulher cuja vida estava destinada a criar conflito… e a destruir civilizações.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Novidade: "Quattrocento - A conspiração contra os Médicis" - Susana Fortes


A solução de um segredo com 500 anos está próxima. Mas o Vaticano fará tudo para impedir a sua revelação….

Florença, 1478. No quinto domingo depois da Páscoa, a História do Renascimento italiano, e talvez a de toda a Europa, esteve prestes a dar uma reviravolta. Na catedral da cidade reunia-se a brilhante e turbulenta nobreza local, encabeçada pelo indiscutível homem forte da República, Lourenço de Médicis, o Magnífico. No momento culminante da missa, quando o sacerdote erguia o cálice com o vinho consagrado, um grupo de conspiradores puxou das adagas, ocultas sob as capas, e atacou a família do mecenas. Estes factos, conhecidos como A conjura dos Pazzi, marcaram durante gerações a memória dos florentinos pela sua natureza violenta e indecorosa. Vários artistas ilustres do Renascimento, como Botticelli, Verrocchio e Leonardo da Vinci, fizeram referência a este acontecimento em quadros repletos de referências simbólicas.

Novidade: "A filha da feiticeira" - Paula Brackston


Meu nome é Elizabeth Anne Hawksmith, tenho 384 anos. Cada era exige um novo diário. Assim sendo, começa este livro das sombras.
Estreia de Paula Brackston no Brasil, A Filha da Feiticeira é uma história repleta de magia e feitiçaria, ideal para aqueles que buscam uma trama fascinante. O livro é maravilhosamente escrito, possui personagens bem-construídos e uma trama que prende o leitor até o fim.
Após a morte, em 1628, de toda a sua família, a menina Elizabeth, de 15 anos, consegue abrigo com o bruxo Gideon Masters. Contudo, ele a aprisiona e a inicia na magia, tornando-a um ser eterno. Com a fuga da jovem, anos depois, o tutor a persegue ao longo dos séculos, passando por momentos importantes da história da humanidade.
Com traços de romance histórico e elementos de fantasia, A Filha da Feiticeira é uma arrebatadora iniciação no mundo mágico, embora perigoso, da feitiçaria. É impossível esquecer essa heroína forte e independente, que sobrevive a pragas e guerras, na busca por se manter fiel a seus princípios.
A autora descreve com destreza épocas e locais distintos ao longo dos tempos, como a Inglaterra de 1628, a Paris de 1917 e os dias atuais. Para isso, Paula Brackston pesquisou durante anos as características das sociedades que lá viviam. No fim, uma certeza: o desejo urgente por uma continuação.

Novidade: "Maria Stuart" - Friedrich Schiller


Construído a partir da história real destas rainhas, o texto de Schiller promove o – jamais ocorrido de fato – encontro entre as duas. Elas governam a mesma ilha, personificando caráter e idéias de feminilidade opostos, e representando monarquias estabelecidas por poderes considerados divinos. Maria Stuart , rainha católica de Escócia, e Elizabeth, rainha protestante de Inglaterra, são protagonistas de um drama que envolve sexo, poder, ambição, intriga política e uma rivalidade só resolvida com a morte. Como rainhas regentes, enfrentaram o preconceito de um mundo dominado pelos homens, foram deploradas por sua feminilidade, comparadas uma à outra e cortejadas pelo mesmo homem. Em toda sua vida, Elizabeth, revestiu-se de coragem para provar ao mundo que tinha coração e a mente de um homem, tão consciente era da convencional inferioridade de ser apenas uma mulher. Mesmo agindo assim, tendo na sua masculinidade a sua força, possuía todas as paixões de uma mulher e as expressava através da manifestação de seu amor pelos seus favoritos e pela ternura por seu povo. Já Maria era vista como imprudente, emocional e suscetível a colapsos nervosos. De temperamentos diferentes, essas rainhas se igualavam no vigor de suas ambições.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Em leitura: "Uma paixão inesperada" - Nicola Cornick

Eram o casal perfeito, mas não sabiam! Lady Elizabeth Scarlet, que tinha estado a expor-se ao escândalo desde a adolescência, e a quem não a preocupavam os convencionalismos, estava certa de que só havia uma maneira de salvar o seu amigo de infância de um casamento sem amor: sequestrando-o! Contudo, Nathaniel ficou furioso. Tal foi a sua ira que lhe lançou um desafio: que levasse o seu encontro à sua conclusão natural... Depois da tentativa inexperiente de Elizabeth despoletou-se uma paixão abrasadora, as coisas mudaram e onde havia amizade surgiria algo muito mais problemático e inquietante.

Opinião: "A marca do herege" - Susana Fortes



Apesar de não ser grande adepta de policiais, existem alguns livros que me despertam a curiosidade.
Decidi ler este livro por referir manuscritos religiosos perdidos e conflitos com as diversas religiões. Confesso que de inicio foi um pouco complicado concentrar-me nele, descrevia-se muito, mas pouco se contava... Mas isso alterou-se antes de chegar a meio.

Uma estudante assassinada na Catedral de Santiago de Compostela é o mote para a estória, um manuscrito prisciliano e a tentativa da igreja de abafar o assunto, juntamente com uma empresa de detritos que ao abrigo dos muitos subornos que paga, vai fazendo o que lhe apetece.

Não é um daqueles policiais intensos, que nos viciam, mas é um livro que se lê bastante bem, com personagens consistentes e escrita fluida. 

domingo, 4 de agosto de 2013

Em leitura: "A marca do herege" - Susana Fortes

A descoberta do cadáver de uma jovem na Catedral de Santiago de Compostela cai como uma bomba na cidade.
Ao mesmo tempo desaparece um manuscrito de Prisciliano, o grande herege galego. O comissário Castro ocupa-se de ambos os casos com a ajuda de dois jornalistas determinados: Laura Márquez, uma jovem bolseira que chega à cidade fugindo dos seus próprios fantasmas, e Villamil, um repórter veterano e meio anarca que já conheceu dias melhores na profissão.

Uma trama em ritmo crescente onde se cruzam ecologistas, peregrinos, professores universitários, tubarões das finanças e padres que fazem as suas próprias apostas de salvação numa cidade levítica. A Marca do Herege é um thriller viciante que nos convida a viajar no tempo, transferindo a atmosfera ameaçadora do melhor romance policial para as ruas inesquecíveis de Santiago de Compostela.

Novidade: "As coisas impossíveis do amor" - Ayelet Waldman


Emilia Greenleaf casou com o homem da sua vida, Jack, um advogado bem-sucedido por quem nutre uma paixão intensa. Mas com o marido não veio só uma vida idílica em Manhattan, veio também William, o enteado de cinco anos, uma criança precoce e superprotegida, cuja teimosia e observações constantes deixam Emilia exasperada. A distância que os separa aumenta ainda mais quando Emilia se vê confrontada com a morte da sua filha recém-nascida e consumida pela dor e pela culpa. Conseguirá Emilia manter-se à tona sem pôr em perigo tudo aquilo que é mais importante na sua vida?

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Opinião: "No meu peito não cabem pássaros" - Nuno Camarneiro

Fernando, Karl e Jorge são os personagens deste livro.

Fernando chegado Lisboa de barco, para ficar ao cuidado de uma tia. Uma irmã que lhe morre e deixa saudades, um trabalho num escritório de números, que que desejava fossem letras e uma rapariga que salva do rio...Que se poderia chamar Ofélia...
A mulher que lhe rouba páginas de 49 poemas.
Encontrei neste personagem tantas semelhanças com Pessoa!

Karl um estrangeiro a viver em Nova Iorque, limpador de janelas despedido. Passa a vender Bíblias e mais tarde serve bebidas num bordel e apaixona-se por Celestina, mãe de uma  criança e mulher de bordel.
Quer fugir com ela, mas Karl é um homem desencantado e até os seu planos transbordam uma infelicidade que não sabe contornar.

Jorge um menino de Buenos Aires, que inventa animais e cores e coisas que acontecem. Que sonha o que acontece nos livros.
Já adulto procura o seu amigo, que antes de o ser passou a inimigo, Roberto e é quase em função disso que leva os dias.

Um livro estranho, cheio de imagens a fazer lembrar o Interseccionismo Pessoano, com personagens a outrar-se...
Não senti grande interacção com os personagens deste livro, nem com as estórias de cada um.

Novidade: "Justiça de Kushiel" - Jacqueline Carey

 
A nação de Terre d'Ange é um lugar de beleza e graça sem par. Diz-se que os anjos deram com a terra e a acharam boa… e que a raça resultante da semente dos anjos e dos homens se rege por uma simples regra: Ama à tua vontade.

Kushiel barra o caminho de Phèdre, severo e ameaçador. Numa mão, segura uma chave de bronze, e na outra… um diamante, enfiado num cordão de veludo. Phèdre nó Delaunay, a eleita dos deuses para suportar um indizível sofrimento com infinita compaixão é a vítima perfeita, a "oferenda sem igual" cuja profanação assegurará a ascendência de Angra Mainyu, O Senhor das Trevas. A morrer, pensa Phèdre, será às mãos do amor. Mas o amor é uma força assombrosa, e amor há que desafia todas as probabilidades…

E o Amor reina em força neste volume pungente, a encerrar a saga de Kushiel. O amor de Joscelin por Phèdre, seu Companheiro Perfeito que tudo dá por ela. O amor de Phèdre pela sua rainha, que quer Imriel de la Courcel de volta, o amor de Phèdre por Hyacinthe, seu único e verdadeiro amigo, por toda a eternidade condenado ao cativeiro como Senhor do Estreito. O amor de Phèdre por Imriel, apenas amor simples e destituído de adornos. O Lungo Drom de Phèdre e Joscelin continua, por um lendário rio abaixo até uma terra esquecida de todo o mundo. E até um poder tão imenso que ninguém ousa proferir o seu nome.

Ousará Phèdre? Ousará Phèdre receber o Nome de Deus e com ele obrigar a que libertem Hyacinthe? "Para receber o Seu Nome", instruiu o místico yeshuíta Eleazar ben Enokh, "d'Ele nos deveremos acercar em perfeita confiança e amor, do nosso ser fazer um recetáculo onde o nosso ser não esteja." Logrará Phèdre fazê-lo?

Novidade: "Avatar de Kushiel" - Jacqueline Carey


A nação de Terre d’Ange é um lugar de beleza e graça sem par. Diz-se que os anjos deram com a terra e a acharam boa… e que a raça resultante da semente dos anjos e dos homens se rege por uma simples regra: Ama à tua vontade.

Phèdre nó Delaunay é uma mulher atingida pelo Dardo de Kushiel, eleita para toda a vida experimentar a dor e o prazer como uma coisa só. O seu caminho tem sido estranho e perigoso, e ao longo de todo ele o devotado espadachim Joscelin tem estado a seu lado. A natureza dela é uma tortura para ambos, mas ele jamais violou o seu voto: proteger e servir.
Agora, os planos de Phèdre põem a promessa de Joscelin à prova, já que ela jamais esqueceu o seu amigo de infância, Hyacinthe. Passou dez longos anos em busca da chave para o libertar da sua eterna servidão, um acordo por ele feito com os deuses — tomar o lugar de Phèdre em sacrifício e com isso salvar uma nação. Phèdre não pode perdoar — nem a si própria nem aos deuses. Está determinada a agarrar uma derradeira esperança de redimir o seu amigo, nem que isso signifique a morte.
A busca irá levar Phèdre e Joscelin mundo fora, para cortes distantes onde reina a loucura e as almas são moeda de troca, e por um lendário rio abaixo até uma terra esquecida de quase todo o mundo. E até um poder tão imenso que ninguém ousa proferir o seu nome.