quarta-feira, 26 de setembro de 2012

"O segredo da Casa de Riverton" - Kate Morton

Como sobrevivem os que presenciam a tragédia?

verão de 1924
Na noite de um glamoroso evento social, um jovem poeta perde a vida junto ao lago de uma grande casa de campo inglesa. Depois desse trágico acontecimento, as suas únicas testemunhas, as irmãs Hannah e Emmeline Hartford, jamais se voltariam a falar.

inverno de 1999
Grace Bradley, de noventa e oito anos de idade, antiga empregada da casa de Riverton, recebe a visita de uma jovem realizadora que pretende fazer um filme sobre a morte trágica do poeta.
Memórias antigas e fantasmas adormecidos, há muito remetidos para o esquecimento, começam a ser reavivados. Um segredo chocante ameaça ser revelado, algo que o tempo parece ter apagado mas que Grace tem bem presente.
Passado numa Inglaterra destroçada pela primeira guerra e rendida aos loucos anos 20, O Segredo da Casa de Riverton é um romance misterioso e uma emocionante história de amor.

Barbara Kyle

Na melhor tradição de Philippa Gregory, chega-nos agora um apaixonante romance histórico situado no tempo de Henrique VIII. Londres, 1527. Casar ou servir: Para Honor Larke, a escolha é clara: Pouco disposta a morrer de tédio como esposa obediente, ela deixa a casa do seu tutor, o brilhante sir Thomas More, e torna-se aia da rainha Catarina de Aragão. Um cargo onde aprenderá muita coisa, dado que terá de conviver com o orgulho, a paixão, a ganância, e ainda a consciência de um rei, que anseia desesperadamente pelo divórcio, a fim de poder casar-se com a ousada Ana Bolena. Honor aia e fiel amiga de Catarina de Aragão não pode compactuar com o ultraje que é feito à rainha e voluntaria-se para ser portadora de cartas desta para os seus aliados. No meio desta intriga palaciana Honor fica subitamente na posse de um segredo que pode destruir um reino e a sua futura rainha…

A Filha do Rei é o segundo volume da série Thornleigh e, tal como o primeiro livro da autora publicado em Portugal, A Aia da Rainha, é um romance histórico situado no tempo de Henrique VIII. O novo romance de Barbara Kyle passa-se na Inglaterra dos Tudor, durante o reinado de Maria I, a rainha sanguinária (Bloody Mary, em inglês) e revela dados inéditos sobre este conturbado período da história europeia. No livro, a autora levanta a possibilidade de a soberana ter queimado os ossos de Henrique VIII, seu pai, criando assim a dúvida se de facto este está sepultado onde se crê estar. Rico em detalhes de uma época pródiga em episódios e personagens fascinantes, A Filha do Rei não poupa o leitor a imagens cruas e impressionantes sobre o cárcere de famílias inteiras, sobre alianças maquiavélicas em torno do poder e sobre a luta de uma mulher pelo futuro de uma nação... Isabel I.

"Percepção" - Sara Farinha

Joana cedo descobriu que os estados emocionais dos outros toldavam o seu raciocínio e moldavam o seu comportamento. Em busca de uma vida anónima, Joana esconde-se em Londres, procurando ignorar a maldição que a impede de levar uma vida normal.

"A beltraneja" - Almudena de Arteaga

Este romance histórico retrata toda uma série de acontecimentos emocionantes, peripécias, intrigas e lutas que levaram Isabel a Católica ao trono de Castela e conduziram ao afastamento de Joana de Castela, sobrinha de Afonso V, rei de Portugal.

Quando a irmã de Afonso V, rei de Portugal, deixa Lisboa para se casar com Henrique de Castela, não acredita nos rumores que põem em causa a virilidade do seu futuro marido. Joana de Portugal, conta rapidamente dar a Henrique VI o herdeiro por que este tanto ansiava, para provar a sua masculinidade e providenciar estabilidade a um reino no qual a nobreza, dividida, lutava pelo poder. Mas seria na própria noite de núpcias que esta teria a sua primeira desilusão.

Este livro constitui uma crónica escandalosa da época, centrada na figura da princesa Joana, conhecida por Beltraneja e, entre nós, por Excelente Senhora. De facto toda a intriga política da época se baseou na atribuição da paternidade desta princesa a D. Beltran de la Cueva e não ao Rei de Castela Henrique IV.

Esta enigmática história, que até hoje permaneceu oculta, camuflada pela "história oficial", escrita por conveniência dos vencedores, é a crónica de uma época na qual a ambiguidade sexual era utilizada como arma política e as bulas de casamento falsificadas, os envenenamentos e os tronos usurpados caracterizavam o panorama geral de uma corte itinerante.

"A lacuna" - Barbara Kingsolver

México, 1935. Harrison Sheperd trabalha em casa do muralista Diego Rivera e da sua mulher, Frida Kahlo, com quem estabelece uma amizade profunda e duradoura. Por vezes cozinheiro, outras vezes secretário, mas sempre observador, o jovem regista todas as suas experiências em diários e cadernos. Quando o líder bolchevique Trotsky se refugia em casa dos artistas, Sheperd vê-se inadvertidamente impelido por ele e o seu objectivo de levar uma vida invisível fica pelo caminho. Mais tarde, de volta aos Estados Unidos, onde nasceu, Shepaerd acredita que se pode recriar e reclamar a sua própria voz enquanto autor de romances históricos. Inesperadamente, vê-se vítima de um rumor, numa época dominada pela "caça às bruxas", que pode colocar a sua vida em risco… Um poderoso e importante romance acerca da identidade, da nossa ligação ao passado e do poder criativo e destrutivo das palavras.ganhou o Orange Prize for Fiction.


"O clube Dumas" - Arturo Perez-Reverte

Pode um livro ser alvo de investigação policial como se de um crime se tratasse? Podem as suas páginas ser encaradas como pistas para um mistério com três séculos?
Lucas Corso, especialista em descobrir edições raras, está a tentar responder a este enigma quando é incumbido de uma dupla missão: autenticar um manuscrito de Os Três Mosqueteiros e decifrar o mistério de um livro queimado em 1667 e que, afirma a lenda, foi co-escrito por Satanás.
Dos arquivos do Santo Ofício às poeirentas estantes dos alfarrabistas e às mais selectas bibliotecas internacionais, Corso é atraído para uma teia de rituais satânicos, práticas ocultas e duelos com um elenco de personagens estranhamente semelhante ao da obra-prima de Alexandre Dumas. Auxiliado por uma beldade misteriosa com o nome de uma heroína de Arthur Conan Doyle, este «caçador de livros« parte de Madrid rumo a Paris, passando por Sintra, em perseguição de um sinistro e aparentemente omnisciente assassino.
Parte mistério, parte puzzle, parte jogo intertextual, O Clube Dumas é uma das obras emblemáticas de um dos mais reputados escritores da actualidade. Foi adaptado para o cinema sob o título A Nona Porta, realizado por Roman Polanski e protagonizado por Johnny Depp.

"Os olhos amarelos dos crocodilos" - Katherine Pancol

Este é um romance sobre uma mentira, mas também sobre a amizade e o amor, o dinheiro e a traição, o medo e a ambição.

A acção desenrola-se em Paris. Duas irmãs. Iris é uma mulher muito bonita, rica, elegante e sofisticada, mas vive desencantada com a vida e com o seu casamento. Joséphine é uma intelectual, historiadora, muito menos bonita do que a irmã e com uma vida bem mais difícil. Casada, tem duas filhas, vive nos subúrbios e trabalha para pagar as contas.
Certo dia, num jantar, Iris faz-se passar por escritora. Presa na sua mentira, convence a irmã a escrever o livro que ela própria assinará. Abandonada pelo marido, cheia de dívidas, Joséphine submete-se, como sempre, aos caprichos da irmã. Mas esta é uma decisão que vai mudar o destino destas duas mulheres.
A escritora francesa Katherine Pancol traça com mestria um retrato real e vivo de mulheres que tentam triunfar na carreira profissional, na vida familiar e alcançar o reconhecimento social. Mas que, por baixo desta aparente vida de sucesso, escondem uma profunda infelicidade, falta de confiança e frustração.
Os Olhos Amarelos dos Crocodilos é uma verdadeira lição de vida. Este romance, um verdadeiro best-seller em Espanha e França, dá-nos a conhecer as mulheres que somos, as que queremos ser, as que nunca seremos e as que talvez sejamos um dia. Mulheres à procura de um caminho na vida, em busca de si próprias e à descoberta de novos amores.


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Em leitura: "A livraria" - Penelope Fitzerald

Inglaterra, 1959.
Florence Green vive na pequena vila costeira de Hardborough, longe de tudo, e que se caracteriza precisamente por aquilo que não tem. Florence decide então, contra tudo e todos, abrir a primeira e única livraria da terra.
Florence compra um edifício abandonada há anos, gasto pela humidade e com o seu próprio fantasma. Como se não bastasse o mau estado da casa, ela terá de enfrentar as pessoas da vila que, de um modo cortês, mas inabalável, lhe demonstram a sua insatisfação com a existência da primeira livraria local. Só a sua ajudante, uma menina de dez anos, não deseja sabotar o seu negócio.
Quando alguém sugere que coloque à venda a primeira edição de Lolita de Nabokov, a vila sofre um «terramoto» subtil, mas devastador. E finalmente, Florence começa a suspeitar da verdade: uma terra sem uma livraria é, muito possivelmente, uma terra que não merece qualquer livraria.
A Livraria é uma obra-prima acerca do mundo dos livros, dos sonhos e das vicissitudes da vida, sob a forma de uma história envolvente e original.

Opinião: "A pecadora" - Tess Gerritsen

Ao fim do 3º livro continuamos presas...
Chegamos a este 3º volume da saga com vários permenores da vida dos personagens, desvendados. Ficamos a conhecer um pouco mais da vida "anterior" de Maura, ficamos a conhecer um pouco mais de Frost e Korsak e da turbolenta familia de Jane...

O Frost é aquele colega e amigo que toda a gente queria ter e ao qual não se dá o devido valor.
O Korsak é o estranho... gostar ou não gostar??
A Maura é uma personagem fantástica que deveria ter livros só dela...
O Dead é aquele agente giraço e herói que não ama, mas quando ama é de verdade!

E a Jane continua teimosa, orgulhosa e armada em valentona!! Ó Jane esquece lá os problemas de afirmação e fica com o Dean que o tipo até é porreiro!

São de fecto livros muito interessantes, apesar de haver uma linguagem técnica que por vezes nos baralha, mas facilmente ultrapassada uma vez que todas as "cenas" têm seguimento e não andamos a saltar de "episódio em episódio".





Em leitura: "Uma noite de amor" - Mary Balogh

Numa manhã perfeita de Maio…Neville Wyatt, conde de Kilbourne, aguarda a sua noiva no altar. Mas, para espanto geral, em vez da bela jovem que todos conhecem aparece uma mendiga andrajosa. Perante a nata da aristocracia, o perplexo conde olha para ela e declara que é Lily, a sua mulher! Ao olhar para aquela que em tempos desposou, que amou e perdeu nos campos de batalha de Portugal, ele compromete-se a honrar o seu compromisso… apesar do abismo que agora os separa.
Até que Lily fala com franqueza
E afirma querer começar de novo… e que Neville a ame verdadeiramente. Para isso, sabe que terá de estar à altura das expectativas dele, o que a leva a aceitar ser dama de companhia da sua tia e aprender as boas maneiras. A determinada Lily rapidamente conquista a admiração da alta sociedade, demonstrando ser uma condessa à altura do seu conde. Por seu lado, Neville está disposto a tudo para provar à sua formidável mulher que o que sentiu por ela no campo de batalha foi muito mais que desejo, muito mais do que o arrebatamento de…
Uma noite de amor.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Opinião "A virgem das amêndoas" - Marina Fiorato

Um romance que não poderia classificar de histórico, porque de história tem muito pouco. Mas é um romance...
Um livro de leitura agradável, de escrita simples com personagens interessantes e algumas cenas cómicas... um pouco de drama pelo meio.
Foi a minha estreia com a autora e não desgostei, embora pensasse que ela iria aprofundar muito mais certos temas.

Não será uma das autoras prioritárias a seguir.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Opinião: "O aprendiz" - Tess Gerritsen

Apesar de seguir a série de TV baseada nos livros, não quis deixar de os ler para fazer uma comparação. É óbvio que há imensas diferenças, a começar pelas relações entre os personagens, no entanto não se perde nada em seguir uma e outra.

O "Aprendiz" é o 2º volume da série e mais uma vez coloca frente a frente Jane Rizzoli e Hoyt o assassino que a torturou no livro anterior, apesar de não ser tão intenso quando o 1º volume, continua a deixar-nos presas à leitura. A escrita de Tess é recheada de pormenores médico e por vezes andamos meio perdidos com os termos que utiliza... mas à parte isso, os livros são muito bem escritos e deixam-nos cheios de adrenalina!
Vou passar para o 3º volume.