terça-feira, 19 de junho de 2012

Em leitura: "Memórias de Branca Dias" - Miguel Real

Com uma existência entre a História e a Lenda, considerada uma das matriarcas do Pernambuco, Branca Dias é, no século XVI, no Brasil, a primeira mulher portuguesa a praticar «esnoga», a primeira «mestra laica» de meninas e uma das primeiras «senhoras de engenho». Oriunda de Viana do Castelo, denunciada pela mãe e pela irmã e presa pela Inquisição nos Estaus, em Lisboa, Branca Dias embarca para o Brasil com sete filhos, juntando-se ao marido, Diogo Fernandes, vivendo ambos entre Camaragibe e Olinda, onde lhe nascem mais quatro filhos e educa uma enteada. Com a primeira visitação do Santo Ofício ao Brasil, em finais do século XVI, filhos e netos de Branca Dias são presos sob a acusação de reconversão ao judaísmo e enviados para Lisboa, para onde terão seguido igualmente, presume- se, os ossos de Branca Dias, a fim de serem queimados no Rossio em auto-de-fé.

No presente romance, Branca Dias rememora a sua vida, da infância no Minho à velhice em Olinda, passando pela sua prisão em Lisboa, pela existência perturbada no engenho de açúcar, pelo levantamento da casa grande de Camaragibe e da casa urbana da rua dos Palhares (ainda hoje existentes), pelo convívio com Duarte Coelho, primeiro capitão donatário do Pernambuco, pela morte de Pedro Álvares da Madeira, comido pelos tupinambás, pelo candomblé dos escravos pretos, pelos terrores de uma nova geografia e de uma nova fauna, pelo martírio do povo miúdo português no Novo Mundo, evidenciando assim o lado popular do heroísmo quotidiano, exultante e aziago, miscigenador e dizimador, generoso e rapace, dos primeiros colonos portugueses no Brasil.

Os policiais

Quando um assaltante desconhecido ataca a juíza Moore numa garagem subterrânea, dois dos melhores detectives de Minneapolis são chamados para resolver o crime e proteger a juíza: Sam Kocac, um dos mais duros e impiedosos detectives da cidade e a sua parceira, Nikki Liska. Os detectives acabam por ser violentamente lançados num complicado labirinto de fumo e espelhos, onde nada é o que parece, ninguém é quem aparenta e todos têm antecedentes perigosos

 Ao longo de trinta anos, Jonathan Stride, o carismático detetive que chefia a Brigada de Detetives da polícia de Duluth, foi assombrado por um crime do passado - o violento e incompreensível homicídio de Laura Starr. Mas quando Tish Verdure regressa à cidade na posse de novas provas e determinada a reabrir o processo para que o assassino da sua amiga de juventude seja punido, Stride ganha um novo fôlego e dá início a uma nova investigação.

Roger Brown é um vilão sedutor, um homem que parece ter tudo: é o caçador de cabeças mais bem-sucedido da Noruega - procura e seleciona altos quadros para as maiores empresas -, casado com uma elegante galerista e proprietário de uma casa luxuosa. Mas, por detrás desta fachada de sucesso, Roger Brown gasta mais do que pode e dedica-se ao perigoso jogo do roubo de obras de arte.
Na inauguração de uma galeria, a mulher, Diana, apresenta-o ao holandês Clas Greve e Roger percebe imediatamente que não pode deixar escapar aquela oportunidade. Clas Greve não é apenas o candidato perfeito ao cargo de diretor-geral que ele tem de recrutar para a empresa Pathfinder, como ainda tem em seu poder o famoso quadro de Rubens, A Caça ao Javali de Caledónia. Roger identifica aqui a possibilidade de se tornar financeiramente independente e começa a planear o seu maior golpe de sempre. Mas depressa se vê em apuros - e desta vez não são financeiros.
Em Caçadores de Cabeças, Jo Nesbo envolve-nos numa conspiração explosiva nos meandros da elite industrial e financeira, que culmina no submundo de assassinos contratados e vigaristas. Uma sucessão de homicídios surpreendentes, perseguições e fugas espetaculares, capazes de prender até à última página o mais exigente dos leitores.

Lindsay Boxer, detective da Brigada de Homicídios da cidade de São Francisco, acaba de receber más notícias: sofre de uma doença rara que pode ser fatal. Decidida a ultrapassar mais este problema, atira-se de corpo e alma ao caso que tem em mãos: o do assassino em série apostado em perseguir e assassinar recém-casados, a quem chamam o «Assassino dos Noivos».
Habituada a enfrentar o mundo sozinha, desta vez Lindsay decide escutar a voz do coração: apaixona-se pelo novo parceiro, Chris Raleigh, e recorre à ajuda das amigas para formar uma aliança improvável - O Clube das Investigadoras. Juntando as poucas pistas disponíveis, as amigas identificam o assassino mais aterrador que alguma haviam visto, até que uma cruel reviravolta revela que o caso tem contornos mais complexos e que elas estavam, afinal, enganadas… Ou será que não?
Primeira a Morrer é uma história, envolvente e cheia de suspense que mantém os leitores presos até à última página. 

Triologia "Princesas de Nova Iorque"

 Nova Iorque, passagem do século XIX para o XX. O glamour na alta sociedade é o pano de fundo para uma história que cruza amores e desamores com uma nota negra expressa na morte da jovem Elizabeth. Para salvar economicamente a sua família, Elizabeth foi obrigada a casar com um jovem rico, que não ama. Quem verdadeiramente é o amor da sua vida é o cocheiro William, que ao pertencer a um estrato social inferior tem de se manter no anonimato. Um dia, Elizabeth afoga-se, embora o seu corpo nunca tenha sido encontrado. Será que foi alvo de premeditação ou de causa natural? Um romance que mostra o mundo dos salões e dos bailes da alta sociedade abastada, que copia os modelos importados de Paris. Raparigas bonitas com vestidos bonitos, em festas pela noite fora. Rapazes irresistíveis com sorrisos malandros e intenções perigosas. Mentiras, segredos e escândalos. Bem-vindos a Manhattan, 1899.



A trilogia «Princesas de Nova Iorque» prossegue com Rumores, o segundo volume que promete, à semelhança do primeiro, muito glamour, rebeldia, mentiras, segredos e escândalos. Ambientado dois meses mais tarde do que em Rebeldes, Nova Iorque de 1899 é o mesmo palco de fundo para a intriga. Nos meses cada vez mais frios do final do ano, a cidade ainda chora a perda da sua «princesa» favorita, Elizabeth Holland. Mas as atenções também se voltam rapidamente para quem irá ocupar o seu lugar no coração de todos. Diana, a irmã de Elizabeth irá confrontar-se com a ambiciosa e pouco escrupulosa Penélope na conquista de Henry Schoonmaker, o solteiro mais cobiçado da cidade. À medida que a linha entre amizade e rivalidade continua a revelar-se cada vez mais ténue para as duas raparigas, Nova Iorque prepara-se para assistir a nova torrente de escândalos envolvendo a nata da sua sociedade. Especialmente quando certos rumores do passado ameaçam comprometer o futuro de todos os envolvidos…

 Este terceiro volume da série Princesas de Nova Iorque tem início dois meses após o regresso de Elizabeth Holland. Entretanto Henry e Penélope são agora o casal sobre o qual convergem todas as atenções, enquanto Caroline Brand, a ambiciosa amiga de Penélope, é agora a rica herdeira na mira da imprensa. Mas nada está garantido, sobretudo desde que alguém anda a passar certas informações aos ávidos jornalistas... Uma admirável reconstituição da época.

As novidades

Com uma existência entre a História e a Lenda, considerada uma das matriarcas do Pernambuco, Branca Dias é, no século XVI, no Brasil, a primeira mulher portuguesa a praticar «esnoga», a primeira «mestra laica» de meninas e uma das primeiras «senhoras de engenho». Oriunda de Viana do Castelo, denunciada pela mãe e pela irmã e presa pela Inquisição nos Estaus, em Lisboa, Branca Dias embarca para o Brasil com sete filhos, juntando-se ao marido, Diogo Fernandes, vivendo ambos entre Camaragibe e Olinda, onde lhe nascem mais quatro filhos e educa uma enteada. Com a primeira visitação do Santo Ofício ao Brasil, em finais do século XVI, filhos e netos de Branca Dias são presos sob a acusação de reconversão ao judaísmo e enviados para Lisboa, para onde terão seguido igualmente, presume- se, os ossos de Branca Dias, a fim de serem queimados no Rossio em auto-de-fé.

No presente romance, Branca Dias rememora a sua vida, da infância no Minho à velhice em Olinda, passando pela sua prisão em Lisboa, pela existência perturbada no engenho de açúcar, pelo levantamento da casa grande de Camaragibe e da casa urbana da rua dos Palhares (ainda hoje existentes), pelo convívio com Duarte Coelho, primeiro capitão donatário do Pernambuco, pela morte de Pedro Álvares da Madeira, comido pelos tupinambás, pelo candomblé dos escravos pretos, pelos terrores de uma nova geografia e de uma nova fauna, pelo martírio do povo miúdo português no Novo Mundo, evidenciando assim o lado popular do heroísmo quotidiano, exultante e aziago, miscigenador e dizimador, generoso e rapace, dos primeiros colonos portugueses no Brasil.

Na primavera de 1845, Sir John Franklin comanda uma expedição de dois navios e 130 homens numa viagem arrojada para o distante e desconhecido Árctico. O seu objectivo: encontrar e mapear a lendária Passagem do Noroeste que, supostamente, ligará os oceanos Atlântico e Pacífico.
Dois anos depois, a expedição, que começou sob um espírito de optimismo e confiança, enfrenta o desastre. Franklin está morto. Os dois navios (o Erebus e o Terror) estão fatalmente presos nas garras do gelo. As rações e o carvão escasseiam e os homens, mal preparados, lutam diariamente para sobreviver ao frio letal. Mas o seu verdadeiro inimigo é bem mais aterrorizador. Existe algo à espreita nas trevas glaciais: um predador oculto que captura marinheiros e abandona os seus corpos na vastidão de gelo…

O Terror é simultaneamente um romance histórico rigorosamente pesquisado e uma homenagem ao melhor que a literatura de horror ofereceu até hoje. Segundo Stephen King: "Um romance intenso, absorvente e arrepiante como só Dan Simmons podia escrever."

As coisas maléficas que assombram as noites de Cincinnati desprezam a bruxa e caçadora de recompensas Rachel Morgan. A sua reputação de praticante de magia negra começa a fazer virar as cabeças de humanos e mortos-vivos, determinados a possuí-la, dormir com ela e matá-la… não necessariamente por essa ordem.
E como se tudo isso não bastasse, um amante mortal que abandonara Rachel regressou, assombrado pelo seu passado secreto. E há quem queira deitar as mãos a algo que se encontra na posse dele: animais selvagens dispostos a destruir Hollows e todos os seus habitantes, se necessário.
Obrigada a manter-se escondida ou a sofrer para sempre a ira de um demónio vingativo, Rachel deve, ainda assim, agir rapidamente. Pois pela primeira vez, em vários milénios, matilhas de estranhas criaturas estão a unir-se, preparadas para destruir e dominar. De súbito, há algo mais em jogo do que a alma de Rachel.

A forte relação de amizade entre Kamryn Matika e Adele Brannon, companheiras desde os tempos de faculdade, é destruída num instante de traição que marcará as suas vidas para sempre.
Anos depois desse incidente, Kamryn é uma mulher com uma carreira de sucesso, que vive sem ligações pessoais complexas, protegendo-se de todas as desilusões. Mas eis que, no dia do seu aniversário, Adele a contacta... A amiga de Kamryn está a morrer e implora-lhe que adote a sua filha, Tegan, fruto da sua ilícita relação de uma noite com Nate.

Terá ela outra escolha? Será o perdão possível? O que estará Kamryn disposta a fazer pela amiga que lhe partiu o coração?
Uma viagem dolorosa e comovente de auto-conhecimento, uma leitura de cortar a respiração.


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Opinião: "Rebeldes" - Anna Godbersen

Um livro classificado como juvenil?... Intrigas, invejas, traições este livro está cheio delas!
Por incrível que pareça é isso que traz interesse ao livro, caso contrário seria uma leitura monótona.
Tenho os dois seguintes para ler, mas não me parece que desenvolva muito mais do que isto.

Em leitura: "Feitiço - Os Donovan" - Nora Roberts

Todos eles receberam um legado mágico…

Nash Kirland era um escritor que gostava de fazer uma profunda investigação pessoal sobre os temas que escrevia. Desta vez, o tema eram as bruxas. Tinham-lhe dito que Morgana Donovan era uma delas. Morgana aceitou ajudá-lo na investigação para o livro que ele ia escrever, mas a pouco e pouco, Nash foi ficando enfeitiçado…

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Opinião: "O feitiço da Lua" - Sarah Addison Allen

Para quem conhece a autora, não é novidade que os seus livros são mágicos... cheios de um brilho que entranha e nos vicia! "O feitiço da lua" não é excepção!
Um livro cheio de encanto bem ao estilo a que a autora já nos habitou, cheio de romance, cheio de sonhos.
Não há muito o que comentar sobre as obras de Sarah A. Allen a não ser que os seus livros nos trazem estórias de encantar...

Em leitura: "Rebeldes" - Anna Godbersen

Nova Iorque, passagem do século XIX para o XX. O glamour na alta sociedade é o pano de fundo para uma história que cruza amores e desamores com uma nota negra expressa na morte da jovem Elizabeth. Para salvar economicamente a sua família, Elizabeth foi obrigada a casar com um jovem rico, que não ama. Quem verdadeiramente é o amor da sua vida é o cocheiro William, que ao pertencer a um estrato social inferior tem de se manter no anonimato. Um dia, Elizabeth afoga-se, embora o seu corpo nunca tenha sido encontrado. Será que foi alvo de premeditação ou de causa natural? Um romance que mostra o mundo dos salões e dos bailes da alta sociedade abastada, que copia os modelos importados de Paris. Raparigas bonitas com vestidos bonitos, em festas pela noite fora. Rapazes irresistíveis com sorrisos malandros e intenções perigosas. Mentiras, segredos e escândalos. Bem-vindos a Manhattan, 1899.

sábado, 9 de junho de 2012

Opinião: "O príncipe Corvo"

Quando comecei a ler este livro, fiquei com a sensação de que já o tinha lido... isso intensificou-se à medida que avançava e ia lendo o conto paralelo à estória principal.
Confesso que não me recordo ao certo se o li, mas o livro é tão delicioso que levei esta leitura até ao fim!

Ao estilo de Madeline Hunter e Emma Wildes esta autora traz-nos uma estória de paixão, que não tem como figura central o típico homem de sonho, mas sim um homem normal... um rosto cheio de cicatrizes, um feitio insuportável, mas deliciosamente encantador...
Este livro esteve a "ganhar" pó durante 2 anos na prateleira, e agora que o li, só penso que já lhe deveria ter dado atenção antes.

Em leitura: "O feitiço da Lua" - Sarah Addison Allen

No seu mais recente romance mágico, Sarah Addison Allen convida-nos a visitar uma pitoresca cidade do sul dos Estados Unidos onde duas mulheres bem diferentes descobrem como encontrar o seu lugar no mundo - por mais deslocadas que se sintam.

Emily Benedict vai para Mullaby, na Carolina do Norte, na esperança de pelo menos resolver alguns dos mistérios que rodeiam a vida da mãe. Porém, assim que Emily entra na casa onde a mãe cresceu e trava conhecimento com mo avô, cuja existência sempre desconhecera, descobre que os mistérios não se resolvem em Mullaby, são um modo de vida: o papel de parede muda de padrão para se adequar ao estado de espírito do ocupante do quarto, luzes inexplicáveis dançam pelo quintal à meia-noite e uma vizinha, Julia Winterson, cozinha esperança sob a forma de bolos, desejando não apenas satisfazer a gulodice da cidade mas também reacender o amor que receia ter perdido para sempre. Mas porque desencorajam todos a relação de Emily com o atraente e misterioso filho da família mais importante de Mullaby? Ela veio para a cidade a fim de obter respostas, mas tudo o que encontra são mais perguntas.
Um bolo de colibri poderá trazer de volta um amor perdido? Haverá mesmo um fantasma a dançar no quintal de Emily? As respostas não são o nunca o que esperamos, mas nesta pequena cidade de adoráveis desadaptados, o inesperado faz parte do dia-a-dia.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Opinião: "Sangue de Anjo"

De inicio achei que havia por ali uma grande mistura... um bocado estranha!
A combinação de anjos e vampiros, os primeiros a criar os segundos... os segundos a servir os primeiros!! Confuso? Com o passar das páginas deixa de ser.
À parte os vários erros de tradução que encontramos, o livro tem uma estória agradável e romântica, com um fim diferente...
É um livro que vale a pena ler.

Em leitura: "O príncipe Corvo" - Elizabeth Hoyt

«Nessa mesma noite, naquela que foi a mais estranha cerimónia alguma vez testemunhada, Aurea casou-se com o corvo.» Little Battleford, Inglaterra rural, segunda metade do século XVIII. Assistindo à constante debilidade das finanças familiares, Anna Wren, recentemente enviuvada, vê-se na necessidade de encontrar emprego. Culta e letrada, torna-se secretária de Edward de Raaf, conde de Swartingham. Homem de um carácter que a vida tornou mordaz e inflexível, de rosto e corpo marcado por cicatrizes de infância, tudo parece indicar que Anna Wren será uma secretária a prazo. Numa improvável partida do destino, ambos despertam o lado mais secreto do outro, rapidamente desenvolvendo um desejo mútuo e de forte carga erótica, inicialmente não assumido.Na Inglaterra do Império e das conquistas ultramarinas, nas vésperas da Revolução Industrial, conseguirá o preconceito e o conservadorismo separar duas almas talhadas para se unirem?