domingo, 20 de maio de 2012

Em leitura: "Dezembro" - Elizabeth H. Winthrop

A pequena Isabelle, de onze anos, não diz uma palavra há quase um ano. Desistiram dela quatro psiquiatras, classificando de impenetrável o seu silêncio. Os seus pais sentem-se incrédulos e aterrorizados com o isolamento da filha e com o facto de gradualmente estarem a perder o controlo sobre a vida familiar. A escola de Isabelle, que até agora tomou a atitude extraordinária de a deixar fazer os testes e trabalhos em casa, está prestes a expulsá-la, obrigando os seus pais a confrontarem-se com a possibilidade de aquilo que julgaram tratar-se de uma extravagância de adolescente, uma fase, ser afinal uma transformação definitiva, um isolamento de onde a filha poderá nunca vir a sair.

Dezembro constrói um quadro inesquecível de uma família em crise e de um mês na vida de uma rapariga inteligente e fascinante, encerrada num isolamento criado por si própria e do qual só ela pode decidir libertar-se.

De leitura compulsiva e emocionante, Dezembro é uma obra de uma originalidade maravilhosa e de grande impacto emocional.

Opinião: "A química da morte" - Simon Beckett

Há livros que lemos porque fomos influenciadas por opiniões e não porque conhecemos o autor. Este foi um deles. Li pela net várias opiniões positivas e juntamente com a sinopse, decidi que talvez fossem uma boa escolha.
Quem me conhece sabe que os Policiasi ou Thrillers não são o meu género de leitura, mas confesso que ultimamente tenho descoberto muitos e bons livros.

Neste livro, logo desde inicio, que passamos a nutrir uma simpatia especial por David Hunter, que traz dentro de si a tristeza da perda da mulher e filha e uma melancolia permanente. Sem ser um personagem herói como em muitos outros livros do género, é no entanto e ao seu estilo, um personagem envolvente e sedutor.
Juntamente com Dr Hunter é o polícia Mackenzie que irá tentar resolver os mistérios das mortes de algumas mulheres na pequena aldeia de Manham... Mackenzie tem ar de duro e não muito educado, mas nota-se neste personagem alguma perspicácia, principalmente na maneira como tenta dar a volta às situações para que estejam a seu favor.
Houve uma altura em que pensei que o assassino fosse o H. mas mudei de ideias... Depois pensei no B., mas à medida que o livro avançou, deixei de achar o que quer que fosse e limitei-me a ler!
No fim, adorei a leitura e não fosse ter que ler uns livros para troca, pegava de imediato no seguinte do auto!!

domingo, 13 de maio de 2012

Opinião: "Mentira escura"

Se há algo que me irrita é estar lançada uma leitura e de repente ver uns erros tais, que tenho que voltar um paragrafo atrás e ler novamente para entender!! Neste volume da saga isso volta a acontecer com bastante frequência.
A saga continua interessante, os personagens cativantes e neste volume a mistura de estórias dos vários personagens fez com que o livro nos prendesse à leitura.
Continuamos a nutrir um odiozito pela deusa Reia e pelos Caçadores...e aguardamos mais desenvolvimentos nos próximos volumes, de preferência com uma tradução mais bem feita!

Em leitura: "O diário a Rum" - Hunter S. Thomson

Paul Kemp, um jovem jornalista, viajante incansável, bebedor de rum e alter ego do autor, abandona Nova Iorque com destino a Porto Rico, conseguindo emprego como redactor num jornal onde trabalha uma fauna colorida de misantropos e fracassados, mas também de jovens ambiciosos dispostos a refazer o mundo.
A paradisíaca tríade tropical de rum, sexo e calor rapidamente dará lugar a bebedeiras prolongadas, rixas, festas desinibidas e de uma sexualidade selvagem. Estamos na década de 1950 e, com a visão entorpecida pelo rum, Paul assiste à lenta agonia de uma ilha corrompida pelo dinheiro, pelas ambições dos Estados Unidos e o compromisso hipócrita dos jornalistas.
Diário a Rum é a crónica mordaz e sincera de uma desilusão. Iniciado em 1959, quando Hunter S. Thompson tinha vinte e dois anos, é o primeiro romance do criador do jornalismo gonzo e cabeça de cartaz da contracultura, ao lado de Jack Kerouac e William S. Burroughs.


Ao fim de trinta segundos, a sua pele começa a arrepiar-se.
Ao fim de um minuto, o bater do seu coração ter-se-á tornado audível.
Ao virar a última página, dará graças por se tratar de uma obra de ficção.
Simon Beckett é um autor que rapidamente mobilizou a atenção de um público internacional com este seu primeiro thriller protagonizado por um especialista em antropologia forense. Após a perda da mulher e da filha de seis anos, David Hunter escolhe refugiar-se numa aldeia isolada de Norfolk, a tratar dos vivos, tentando esquecer a sua tragédia pessoal. Mas, mesmo aí, o destino obriga-o a lidar com aquilo de que ele pretende fugir... A Química da Morte foi finalista do mais importante prémio deste género literário, o Duncan Lawrie Dagger Award de 2006.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Opinião: "A pele e a princesa"

Se julgam que a capa deste livro é gira... então já resumiram todo o livro!!
Um livro pequeno (e ainda bem!) e terrivelmente desinteressante... Um homem que usa pele humana para forrar livros, um rapaz que perde a perna e sai à procura de quem lhe dá utilidade.
Muito fraco!

Em leitura:"Mentira escura" - Gena Showalter

Aquela mulher seria um bálsamo ou uma complicação na sua vida?

Gideon, que se via obrigado a cair de joelhos a agonizar de dor cada vez que dizia uma mentira, reconhecia as mentiras à distância… até que capturaram Scarlet, uma imortal possuída por um demónio que afirmava ter sido a sua esposa noutra época. Ele não recordava aquela mulher bonita e muito menos ter-se casado ou ido para a cama com ela. Mas desejava fazê-lo… Scarlet era a guardiã do demónio Pesadelo, demasiado perigosa para vagar livremente. Assim, um futuro com ela podia significar a destruição total… especialmente quando os seus inimigos se aproximavam e a verdade ameaçava destruir tudo o que tinha chegado a amar…

quarta-feira, 2 de maio de 2012

em leitura: "A Pele e a Princesa" de Sebastia Alzamora

Um romance histórico cheio de fantasia e sedução, onde se sucedem as intrigas palacianas e os protagonistas participam como conspiradores ou vítimas num jogo de interesses onde não faltam o sexo e a violência. Uma história que permanece dentro do leitor, acompanhando-o, muito depois de ele ter lido a última página.

Opinião: "O guerreiro highlander"

Há vários meses na prateleira à espera de vez...
Um livro de leitura fácil, uma estória romântica, algumas intrigas e desconfianças mas com final feliz.
Os livros sobre as lutas de clãs da Escócia são sempre interessantes, se bem escritos, e este livro de Monica McCarty sobressai por não ter cenas de sexo demasiado explicitas como outros livros do género. Por vezes o conflito entre o casal principal leva-nos quase a um ataque de nervos!
No geral foi uma boa leitura.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Ofertas

Quando recebe uma carta anónima que diz "O seu pai desapareceu", Robbie Fraser fica em estado de choque. Que ele saiba, não tem pai. Mas a curiosidade leva-o à Escócia e à aldeia piscatória onde se encontram as pistas para o desaparecimento do homem que pode mudar a sua vida.
Na pequena comunidade, Robbie é alvo de hostilidade e desconfiança. Apenas Heather McBain parece disposta a travar amizade com ele, e é através dela que o jovem fica a par da rivalidade que separa os pais de ambos. Há trinta anos, McBain e Hamish Fraser zangaram-se, perturbando irremediavelmente a harmonia da aldeia. O que esteve na origem de tudo permanece envolto em mistério. Heather acredita que o pai está envolvido no desaparecimento de Hamish. E quando os dois jovens começam a fazer perguntas, segredos há muito encobertos ameaçam vir à tona e destruir não só um amor que desponta mas a própria vida de todos…

Kitty e Louise Heaney despedem-se dos respectivos namorados, Julian e Michael, que vão combater na Segunda Guerra Mundial. As irmãs Heaney sentam-se à mesa da cozinha, todas as noites, para escrever cartas: Louise, ao noivo; Kitty, ao homem de quem anseia ardentemente receber um pedido de casamento; e a terceira, Tish Heaney, a um grupo de homens, sempre diferente, que ela vai conhecendo nos bailes da United Service Organization. Nas cartas que as irmãs enviam e recebem, há imagens fugazes e íntimas da vida, tanto na frente de batalha, como em casa. Para Kitty, uma jovem confiante e voluntariosa, a partida do namorado e as lições que aprende sobre amor, resistência e guerra trarão uma surpresa e revelarão um segredo, levando-a a uma acção radical em nome das pessoas que ama, que transformará para sempre a família Heaney. As consequências perenes das escolhas que as irmãs fazem são o centro deste magnífico romance sobre o poder do amor e a força duradoura da família.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Jason Goodwin

Estamos em 1836. A Europa modernizou-se e o Império Otomano tem de lhe seguir os passos. No entanto, poucos dias antes de o sultão Mahmud II proclamar um édito reformista, uma vaga de crimes macabros ameaça romper o frágil equilíbrio do poder na corte. Quem estará por detrás destas mortes? Todos os indícios apontam para os janízaros, a antiga elite do exército otomano.
Apenas um homem da inteira confiança do sultão poderá descobrir o enigma: esse homem, um eunuco, é Yashim Togalu. Investigador insólito, amante de culinária e de romances franceses, possui a extraordinária capacidade de passar despercebido e ter acesso a todas as zonas do palácio, incluindo o harém do sultão. Conseguirá ele travar a conspiração que ameaça destruir o império?

Entre o romance histórico e a ficção detetivesca, Jason Goodwin recria uma atmosfera de sensualidade e decadência na Istambul do século xix, com os seus dois milhões de habitantes vivendo num dédalo de ruas e ruelas submersas na bruma, e ao mesmo tempo o esplendor e a magnificência do Império Otomano. O Fogo de Istambul é o primeiro volume de uma trilogia carregada de suspense

 Istambul, 1838. No seu palácio no Bósforo, o sultão Mahmud II, arquitecto da reforma otomana, está à beira da morte e a cidade agita-se com rumores e sobressaltos.
A chegada inesperada de um arqueólogo francês decidido a encontrar os tesouros bizantinos perdidos provoca grande consternação entre a comunidade grega. Yashim Togalu, o detective sagaz e diligente que brilhantemente resolveu os misteriosos homicídios narrados em O Fogo de Istambul, é de novo chamado para investigar a situação.
Mas quando o corpo mutilado do arqueólogo é encontrado à porta da embaixada francesa, eis que apenas se perfila um único suspeito: o próprio Yashim.
Com o número de mortos a aumentar, Yashim terá de lutar contra o tempo para provar a sua inocência e desvendar o enigma que se oculta por detrás das ruas escuras e exóticas de uma Istambul que guarda segredos de muitos séculos.

Neste segundo volume protagonizado pelo detective Yashim Togalu, Jason Goodwin entrelaça com mestria os sentimentos das várias comunidades que compunham o prodigioso mosaico cultural da Istambul otomana.

Muito especial!

Com direito a um poster gigante de Johnny Depp...

Paul Kemp, um jovem jornalista, viajante incansável, bebedor de rum e alter ego do autor, abandona Nova Iorque com destino a Porto Rico, conseguindo emprego como redactor num jornal onde trabalha uma fauna colorida de misantropos e fracassados, mas também de jovens ambiciosos dispostos a refazer o mundo.
A paradisíaca tríade tropical de rum, sexo e calor rapidamente dará lugar a bebedeiras prolongadas, rixas, festas desinibidas e de uma sexualidade selvagem. Estamos na década de 1950 e, com a visão entorpecida pelo rum, Paul assiste à lenta agonia de uma ilha corrompida pelo dinheiro, pelas ambições dos Estados Unidos e o compromisso hipócrita dos jornalistas.
Diário a Rum é a crónica mordaz e sincera de uma desilusão. Iniciado em 1959, quando Hunter S. Thompson tinha vinte e dois anos, é o primeiro romance do criador do jornalismo gonzo e cabeça de cartaz da contracultura, ao lado de Jack Kerouac e William S. Burroughs.

Outras novidades!

Quando o detetive Duncan Hatcher é chamado à mansão do juiz Cato Laird para investigar uma morte, compreende que a discrição é a chave para manter o seu emprego. Elise, a mulher-troféu do juiz, afirma ter matado a tiro um gatuno em legítima defesa, mas Duncan tem quase a certeza de que ela mente. A investigação que faz ao passado pouco suspeito de Elise convence-o de que ela é mentirosa, manipuladora e, mais do que provavelmente, uma assassina. Mas quando Elise desaparece…
Sem saber em quem acreditar, Duncan vê-se envolvido na investigação de um homicídio que desafia a sua lógica, o seu infalível instinto e a sua inabalável integridade. Não confia em ninguém, exceto na palavra do criminoso que prometeu eliminá-lo. E confia ainda menos na mulher que mais deseja. 

 "Escreva-me Emmi. Escrever é como beijar, mas sem lábios. Escrever é beijar com a mente."

Quando sopra o vento norte é um romance divertido, animado e irresistivelmente cativante, cheio de reviravoltas, sobre um caso de amor vivido exclusivamente por e-mail.

Tudo começa por acaso: Leo recebe por engano alguns e-mails de uma desconhecida chamada Emmi. Educadamente, responde-lhe e Emmi retribui.
Esta troca de e-mails desperta uma curiosidade intensa entre os dois e, quase de imediato, Emmi e Leo  começam a partilhar confidências e desejos íntimos.
A tensão entre ambos aumenta, e o encontro parece iminente. Mas Emmi e Leo adiam o momento. Porque, afinal de contas, Emmi é casada e feliz.
Serão os sentimentos que nutrem um pelo outro suficientemente profundos para sobreviver a um encontro real? E, depois desse momento, o que os espera? 

 A pequena Isabelle, de onze anos, não diz uma palavra há quase um ano. Desistiram dela quatro psiquiatras, classificando de impenetrável o seu silêncio. Os seus pais sentem-se incrédulos e aterrorizados com o isolamento da filha e com o facto de gradualmente estarem a perder o controlo sobre a vida familiar. A escola de Isabelle, que até agora tomou a atitude extraordinária de a deixar fazer os testes e trabalhos em casa, está prestes a expulsá-la, obrigando os seus pais a confrontarem-se com a possibilidade de aquilo que julgaram tratar-se de uma extravagância de adolescente, uma fase, ser afinal uma transformação definitiva, um isolamento de onde a filha poderá nunca vir a sair.

Dezembro constrói um quadro inesquecível de uma família em crise e de um mês na vida de uma rapariga inteligente e fascinante, encerrada num isolamento criado por si própria e do qual só ela pode decidir libertar-se.

De leitura compulsiva e emocionante, Dezembro é uma obra de uma originalidade maravilhosa e de grande impacto emocional.

Ema é uma herdeira rica, inteligente e bela. Optimista, consciente da sua superioridade, segura de " si mesma, fiel respeitadora das ‹‹conveniências›› - enfim, o tipo acabado da "verdadeira senhora›› -, passa o tempo a combinar casamentos ‹‹convenientes" entre amigos e protegidos.
Um dia, sem arranjos prévios, ela própria é pedida em casamento pelo Sr. Knightley. Ema não assume um compromisso, mas não o desencoraja , debatendo-se com um drama interior: o pretendente é amado por uma das suas melhores amigas, a qual Ema deseja ver feliz e ‹‹convenientemente›› casada. No íntimo, porém, tem um sentimento de aversão ao casamento de Harriet com Knightley e não pelas questões de conveniência que tanto respeita: é que ela própria ama Knightley.
Ema cede finalmente a um amor que tem razões mais fortes que a própria razão.