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terça-feira, 22 de abril de 2014

Novidade: "O oito" - Katherine Neville

 
 
Conta a lenda que os Mouros ofereceram a Carlos Magno um tabuleiro de xadrez que continha a chave para dominar o mundo.

Sul de França, 1790. No auge da Revolução Francesa, o lendário tabuleiro de xadrez de Carlos Magno, oculto há mais de um milénio nas profundezas da Abadia de Montglane, corre o risco de ser descoberto. As suas peças encerram um intricado enigma e quem o decifrar terá acesso a uma antiga fórmula alquímica que lhe concederá um poder ilimitado. Para mantê-las fora do alcance de mãos erradas, as noviças Mireille e Valentine deverão espalhá-las pelos quatro cantos do mundo.
Dois séculos depois, Catherine Velis, uma jovem perita informática, é enviada para a Argélia com o objetivo de desenvolver um software para a OPEP. Nas vésperas da sua partida de Nova Iorque, um negociante de antiguidades faz-lhe uma proposta misteriosa: reunir as peças de um antigo xadrez. Cat vê-se assim envolvida na busca do lendário jogo de xadrez e torna-se numa das peças desta partida milenar, jogada ao longo dos séculos por reis e artistas, políticos e matemáticos, músicos e filósofos, libertinos e o próprio clero. Quem está de que lado? De quem será o próximo lance?

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Novidade: "O assassino do aqueduto" - Anabela Natário



Nas ruas de Lisboa respira-se medo. A cidade não é segura e dentro de portas há um nome que atormenta os homens e mulheres da capital: Diogo Alves, de alcunha o Pancada. Poucos lhe conhecem o rosto, mas todos temem cair nas suas mãos. Lá do alto dos arcos do imponente Aqueduto das Águas Livres, sem dó nem piedade, Diogo Alves atira as suas vítimas num voo trágico de mais de 60 metros de altura. O grito, que faz estremecer tudo e todos, dá lugar ao silêncio da morte. A jornalista Anabela Natário, no seu primeiro romance, traz-nos a arrepiante história deste homem que aterrorizou Lisboa da primeira metade do século XIX. Nascido na Galiza, aos dez anos vem para Lisboa onde de criado nas casas mais abastadas da capital passou a ladrão e de ladrão a assassino cruel. Unido pelo coração à taberneira Parreirinha, com estabelecimento em Palhavã, Diogo Alves torna-se numa verdadeira lenda. Através da consulta dos jornais da época e de peças do processo, Anabela Natário recria o processo judicial de Diogo Alves, num romance recheado de mistério e intriga. É ao juiz Bacelar que cabe a difícil tarefa de descobrir e capturar Diogo Alves e o seu bando de malfeitores. Diogo Alves, embora deixe um rasto de violência e morte, consegue sempre escapar-se às mãos da justiça. É preciso detê-lo. O juiz não desiste e aos poucos, mergulhado no ambiente de violência e miséria que se vive na capital do reino, vai juntando as peças deste complicado puzzle de crimes e assaltos.

Novidade: "As mulheres de Summerset Abbey" - T.J.Brown

 
 
Centrado na vida de três jovens que procuram encontrar o rumo para o seu futuro, As Mulheres de Summerset Abbey é um romance histórica que retrata com rigor e pormenor os hábitos de uma classe e estilo de vida. Trata-se de uma história apaixonante ambientada numa das épocas mais fascinantes da história europeia.

Sir Philip Buxton criou três jovens num lar que desafiava a tradição. A filha mais velha, Rowena, aprendeu a dar valor às pessoas, não à sua riqueza ou posição social. Mas tudo aquilo em que acreditava vai ser testado na sequência da morte do pai, quando ela, a irmã e a sua amiga Prudence são forçadas a mudar-se para a propriedade do tio, Summerset Abbey.

Fisicamente frágil, mas com uma mente viva e ágil, Victoria sonha em frequentar a universidade e tornar-se botânica, à semelhança do pai. Mas este não é o único sigilo de Victoria, que acaba por descobrir um segredo de família que, se for revelado, tem o potencial de mudar várias vidas para sempre…

Prudence cresceu feliz ao lado de Rowena e Victoria, e o laço que as une é tão forte como se fossem irmãs. Mas ela é a filha da governanta e para o lorde de Summerset isso faz com que seja apenas mais uma entre os criados da propriedade. Prudence fica dividida entre dois mundos: o dos privilegiados e o dos criados, sem saber verdadeiramente qual o seu lugar no mundo.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Opinião: "A bibliotecária de Auschvitz" - António Iturbe


Um livro intenso, uma leitura compulsiva!
Até onde vai a maldade humana? Como se concebe a ideia de extreminar um povo pela ideia da pureza da raça?
Como é possivel praticar-se a maldade sem uma réstia de arrependimento?

Há tantas questões, ainda hoje, anos depois do que foi um dos maiores crimes da humanidade, crime imaginado por um homem apenas.
Custa-nos sempre a crer que ao nosso lado poderá estar alguém com um instinto tão preverso quanto Hitler, e no entanto no dia a dia lemos tantas coisas.

Este é um livro extremamente tocante, sobre um tema com o qual não simpatizo particularmente, mas que mesmo assim me interessou demasiado... A visão de uma criança sobre os horres da Guerra e que apesar de tudo consegue tirar alegria das páginas de alguns livros velhos. Por vezes as pequenas coisas são quanto basta para fazer a nossa felicidade.

Nestes 3 meses do ano de 2014, este foi sem dúvida o melhor livro que li.

NOTA sobre o autor:
Dedica-se há mais de vinte anos ao jornalismo cultural. Foi coordenador do suplemento televisivo de El Periódico, redactor da revista de cinema Fantastic Magazine e trabalha há dezassete anos na revista Qué Leer, de que é actualmente director. Colaborou, entre outros órgãos de comunicação social, nas secções de livros dos programas de rádio de «Protagonistas» Ona Catalana, ICat FM e a Cope, e em suplementos culturais de jornais como La Vanguardia ou Avui.
Publicou dois romances, e é autor de uma série de êxito de livros infantis.

domingo, 23 de março de 2014

Opinião: "O guerreiro irlandês" - Michelle Willingham

Mais uma estória dos irmãos MacEgan, desta vez Bevan.
No passado perdeu a esposa e a filha para os normandos e jurou vingança e nunca mais amar... Mas tudo isto vai mudar quando salva Genevieve do noivo.

A saga dos irmãos guerreiros continua, com a tentativa de independencia e conquista das terras irlandesas em relação aos normandos e ingleses, a luta de um povo pela libertação.
Como é habitual na Harlequin, não são livros que nos impressionem, mas são uma boa distração, principalmente quando se sai duma leitura mais intensa.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Em leitura: "O guerreiro irlandês" - Michelle Willingham

Ele era um inimigo implacável… Genevieve de Renalt precisava de fugir do noivo, embora para isso tivesse de pôr a sua vida nas mãos do inimigo. O guerreiro irlandês Bevan MacEgan não podia abandonar uma dama em perigo, mesmo que ela fosse normanda, e ajudou-a sem saber até onde estaria disposto a chegar para garantir que Genevieve estaria a salvo. Devido às intrigas políticas, o casamento apresentava-se como a única solução para os dois, mas ele prometera nunca mais voltar a apaixonar-se... Orgulhoso e forte, manteve a distância em relação a Genevieve. E, de repente, descobriu que nem mesmo assim o destino ia deixá-lo viver em paz...

terça-feira, 11 de março de 2014

Novidade: "O segredo dos pássaros" - Vitor Serpa



O mundo estava em guerra. Salazar conduzia Portugal nas curvas apertadas de uma diplomacia hábil e desafiante. Lisboa tornara-se o teatro preferido dos privilegiados da paz. Cada vez mais pobre, mais triste e mais religioso, o país real, no Alentejo profundo, nunca poderia aceitar uma paixão proibida. Entre intrigas políticas e ambições pessoais, a história da espia Jane Holmes e do contrabandista António Valentim tem consequências trágicas. Salazar manda arquivar uma investigação com um desfecho perigoso e um estranho nome de código: "o segredo dos pássaros".

domingo, 2 de março de 2014

Novidade: "A última noite em Lisboa" - Sérgio Luís de Carvalho

A II Guerra Mundial vai no seu quarto ano. Numa Lisboa pobre, pacata e marialva, apenas os refugiados, as manobras militares da Legião Portuguesa e as filas que se começam a fazer à porta das lojas denunciam a existência de um distante e sangrento conflito.
Henrique é um jornalista que trabalha na revista A Esfera*, subsidiada pelos serviços secretos nazis, quando conhece a nova vizinha do lado, Charlotte, uma refugiada austríaca, cuja liberdade e antinazismo lhe vão abrir novas perspetivas. Cada vez mais, Henrique sente-se entre dois mundos antagónicos. De dia, trabalha entre convictos nazis; à noite, está com Charlotte e com Maria Carolina.
O que Henrique desconhecia é que os segredos e os mistérios da vida de Charlotte implicariam uma escolha dramática para os seus destinos.

*Factos reais
Embora se mantivesse neutral durante a II Guerra Mundial, o regime salazarista mantinha uma clara preferência. Provam-no os obstáculos à entrada de refugiados no país, sobretudo de origem judaica, e a autorização de publicações que assumiam o seu apoio aos países do Eixo.
A revista A Esfera é um desses periódicos.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Em leitura: "A bibliotecária de Auschwitz" - Antonino G. Iturbe



Auschwitz-Birkenau, o campo do horror, infernal, o mais mortífero e implacável. E uma jovem que teima em devolver a esperança. Sobre a lama negra de Auschwitz, que tudo engole, Fredy Hirsch ergueu uma escola. Num lugar onde os livros são proibidos, a jovem Dita esconde debaixo do vestido os frágeis volumes da biblioteca pública mais pequena, recôndita e clandestina que jamais existiu. No meio do horror, Dita dá-nos uma maravilhosa lição de coragem: não se rende e nunca perde a vontade de viver nem de ler porque, mesmo naquele terrível campo de extermínio nazi, «abrir um livro é como entrar para um comboio que nos leva de férias».

Novidade: "O irmão de sangue" - Eric Giacometti



Paris, 1355. Um homem é queimado vivo na praça pública. O copista Nicolas Flamel assiste, nauseado, a esta execução. Mas o horror está apenas a começar, pois aquele que se tornará num célebre alquimista está, neste momento, à beira de mergulhar nas terríveis revelações de um livro secreto, interdito. Paris, 2007, sede da Obediência Maçónica. O comissário mação Antoine Marcas descobre dois crimes rituais cometidos por um dos seus, a quem chamam «o irmão de sangue». Uma mensagem vinda do Além põe rapidamente o comissário na pista de um velho segredo, relacionado com o mistério do ouro puro. De Paris a Nova Iorque, assistimos a uma corrida contra o tempo entre o assassino em série e o polícia, articulada em torno de dois lugares altamente simbólicos: a Estátua da Liberdade e a Torre Eiffel. Entretanto, escondido nas sombras e vigiando o desenrolar dos acontecimentos está o grupo Aurora, uma organização secreta constituída por personalidades da alta finança, cujo objectivo é o controlo absoluto do ouro... Jacques Ravenne e Eric Giacometti, autores de vários thrillers maçónicos best-sellers, entre os quais se destaca O Ritual da Sombra, tecem de novo uma intriga fascinante, que arrasta os seus leitores pelos meandros do tempo...

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Novidade: "Maria Francisca de Sabóia" - Diana de Cadaval



As mãos estão fechadas em posição de oração. Fechada no Mosteiro da Esperança, Maria Francisca de Sabóia suplica a Deus que a proteja, olhe por si neste momento de aflição e lhe perdoe os seus mais terríveis pecados. Está em marcha, na corte portuguesa, um plano imparável e de consequências imprevisíveis. E ela é a personagem principal desta história de intriga, desamor e traição. A decisão estava tomada. Não poderia voltar atrás. Terminaria o casamento com D. Afonso VI, rei de Portugal, um homem deformado, gordo, de personalidade irada que nunca a havia procurado no leito conjugal. O próximo passo deste plano minuciosamente traçado seria pedir a Roma, com a ajuda do seu bom amigo e conselheiro, o duque de Cadaval, a anulação deste casamento falso que a havia tornado infeliz durante um ano e meio. Por fim, deposto o marido, casaria com o infante D. Pedro, seu cunhado e assim veria concretizados os seus desejos de poder. Uma afronta nunca antes vista, um pecado que pedia, sem piedade, o castigo divino. Mas Maria Francisca de Sabóia não havia nascido para ser um fantoche. Nasceu para ser rainha. Contudo, a vida reservava-lhe ainda algumas surpresas. Diana de Cadaval regressa à escrita com um romance que nos leva até à corte portuguesa do século XVII, num momento em a ameaça espanhola é uma realidade, para nos contar a história de Maria Francisca de Sabóia, uma princesa francesa que, aos 20 anos, se torna rainha e protagoniza um dos episódios mais curiosos da História de Portugal.

Novidade: "A filha do barão" - Célia Correia Loureiro

 
Quando D. João tece a união da sua única filha, Mariana de Albuquerque, com o seu melhor amigo - um inglês que investiga o potencial comercial do vinho do Porto -, não prevê a espiral de desenganos e provações que causará a todos. Mariana tem catorze anos e Daniel Turner vive atormentado pela sua responsabilidade para com a amante. Como se não bastasse, o exército francês está ao virar da esquina, pronto a tomar o Porto e, a partir daí, todo o país.
No seu retiro nos socalcos do Douro, Mariana recomeça uma vida de alegrias e liberdade até que um soldado francês, um jovem arrastado para um conflito que desdenha, lhe bate à porta em busca de asilo. Daniel está longe, a combater os franceses, e Gustave está logo ali, com os seus ideais de igualdade e o seu afecto inabalável, disposto a mostrar-lhe que a vida é bem mais do que um leque de obrigações.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Novidade: "O artista, o filósofo e o guerreiro" - Paul Strathern

Leonardo da Vinci, Nicolau Maquiavel e César Bórgia são figuras históricas incontornáveis. Em 1502, durante um curto período, o percurso dos três homens cruzou-se e os acontecimentos que resultaram desse encontro alterariam significativamente o curso da história do Ocidente. Em 1502, a Itália estava assolada por conflitos, sendo a cidade de Florença o prémio que todos ambicionavam. Bórgia era conhecido pela sua brutalidade e estava marcado pela suspeição de incesto. Da Vinci era o exemplo do homem renascentista, um verdadeiro génio. Maquiavel, o infame autor de O Príncipe, havia-se tornado um notável político e hábil negociador. O que teria levado Da Vinci a colaborar com o tirano Bórgia? E o que o seduziu em Maquiavel?

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Opinião: "Mafalda de Saboia" - Diana de Cadaval



Mafalda de Saboia chega a Portugal com 20 anos, cheia de esperanças... Espera encontrar um marido que seja seu companheiro e um povo que a acarinhe. Durante toda a sua vida como rainha não encontraria nem uma coisa ne outra...

D.Afonso Henriques era um homem destituido de sentimentos, ambicioso e que pensava apenas em alargar o reino e deixar descendência. Nunca em qualquer momento se mostrou carinhoso com a mulher, Mafalda, que servia apenas para dar à luz descendentes.
Teve uma vida infeliz só superada pela a legria que eram os seus filhos, e mesmo assim viu-se obrigada a mandá-los para longe para serem educados por familias nobres, como era norma naquele tempo.

O livro tem algumas contradições históricas, existem algumas repetições um pouco cansativas (a constante esperança de Mafalda em ser amada, meso depois de saber que Afonso era incapaz de qualquer sentimento por ela). No geral serve para vermos o ponto de vista de uma mulher sobre o primeiro rei de Portugal.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Opinião: "O rapaz do caixote de madeira" Leon Leyson

 
Este pequeno livro é a estória de Leon, um rapaz de 9 anos que passa pelos horrores da II Guerra Mundial e é judeu...
Nenhuma criança deveria ser privada do que quer que fosse e uito menos por causa da religião, da condição social ou do que quer que seja! Este relato chocou-me!

A desculpa de uma nação para purificar a raça, que comete roubo e assassinios, que despreza o ser humano que afinal de contas é igual a si, a capacidade de distorcer ideais em proveito próprio. O ser humano, racional, é capaz de crimes inimagináveis!

Deveriam de dar a ler este livro a algumas pessoas aqui perto...

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Novidade: "Que importa a fúria do mar" - Ana Margarida de Carvalho


Numa madrugada de 1934, um maço de cartas é lançado de um comboio em andamento por um homem que deixou uma história de amor interrompida e leva uma estilha cravada no coração. Na carruagem, além de Joaquim, viajam os revoltosos do golpe da Marinha Grande, feitos prisioneiros pela Polícia de Salazar, que cumprem a primeira etapa de uma viagem com destino a Cabo Verde, onde inaugurarão o campo de concentração do Tarrafal.

Dessas cartas e da mulher a quem se dirigiam ouvirá falar muitos anos mais tarde Eugénia, a jornalista encarregada de entrevistar um dos últimos sobreviventes desse inferno africano e cuja vida, depois do primeiro encontro com Joaquim, nunca mais será a mesma. Separados pelo tempo, pelo espaço, pelos continentes, pela malária e pelo arame farpado, os destinos de Joaquim e Eugénia tocar-se-ão, apesar de tudo, no pêlo de um gato sem nome que ambos afagam e na estranha cumplicidade com que partilham memórias insólitas, infâncias sombrias e amores decididamente impossíveis.

Que Importa a Fúria do Mar é um romance de estreia com uma maturidade literária invulgar que coloca, frente a frente, duas gerações de um Portugal onde, às vezes, parece que pouco mudou. Brilhante no desenho dos protagonistas e recorrendo a um estilo tão depressa lírico como despojado, a obra foi finalista do Prémio LeYa em 2012.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Em leitura: "O rapaz do caixote de madeira" - Leon Leyson

Leon Leyson tinha apenas dez anos quando os nazis invadiram a Polónia em 1939 e a sua família foi forçada a viver no gueto de Cracóvia. Neste seu livro de memórias, Leon começa por nos descrever uma infância feliz, na sua aldeia natal e felizmente para a família, o seu caminho cruzar-se-ia com o de Oskar Schindler que os incluiu na célebre lista dos trabalhadores da sua fábrica. Na altura com apenas 13 anos, Leon era tão pequeno que tinha de subir para cima de um caixote de madeira para chegar aos comandos das máquinas. Ao longo desta história, que reproduz com autenticidade o ponto de vista de uma criança, Leon Leyson deixa-nos entrever, no meio do horror que todos os dias enfrentavam, a coragem, a astúcia e o amor que foram necessários para poderem sobreviver.

Novidades: Pedro Vasconcelos



27 de Janeiro de 1613 é um dia histórico. A frota holandesa ataca a fortaleza de Solor e as consequências desse ataque mudam a vida de D. Manuel Álvares que, acusado indevidamente de ter fugido e de ter entregue a fortaleza, é levado a tribunal, em Goa. Num mundo impiedoso, os meios justificam os fins e D. Manuel precisa de todas as ajudas para salvar o seu nome. O reencontro com a mulher amada, a princesa Nenu de Solor, e a ajuda de um feiticeiro local levam-nos à verdadeira história.
As aventuras, os duelos, as traições, as intrigas, o ambiente tropical, a passagem pelos cultos hindus transportam-nos para uma magia irresistível num período muito conturbado e fascinante da nossa história: o retrato do Império Português das Índias, na época filipina. Um livro que relembra alguns aspectos menos conhecidos da saga desses homens que, abandonados pela longínqua pátria, tudo fazem para se opor à crescente influência holandesa na região. 

No dia 21 de Dezembro de 1613 nasce Miguel Molan, depois de um parto atormentado que leva Nenu para o mundo dos espíritos. A morte da bela Nenu deixa destroçado o português D. Manuel Álvares, que nunca mais recupera do desaparecimento do grande amor da sua vida, adoptando uma vida de introspecção. Mas o espírito de Nenu continua a pairar sobre a existência de quantos algum dia se cruzaram de forma significativa com o seu percurso pessoal.
É o caso do oficial holandês, Peter Cornelius, que arrisca a sua segurança pessoal numa viagem até Goa, território português sob administração espanhola no período da anexação dos séculos XVI-XVII, para recuperar livros sagrados e libertar o padre Jaime, aprisionado pela Inquisição. Conta com a preciosa ajuda do jovem brâmane Simão, do veterano de guerra Christian van den Bosch e de um punhal mágico para libertar todos os prisioneiros do Palácio do Sabaio, em Cochim, no ano de 1617. Mas a expedição reserva ainda algumas surpresas.
O percurso de vida de Miguel Molan vai cruzar-se com um ambiente mágico e exótico de uma época fascinante mas cheia de contradições: as traições e o sentido de honra, as intrigas e a entrega a causas aparentemente perdidas, os cultos hindus e o fanatismo religioso, o amor e a morte. Um romance que nos faz conhecer personagens que nos revelam as suas fragilidades e as suas grandezas num período singular da nossa História: o Império Português do Oriente.

Sentindo-se culpado por ter tirado a vida a D. Manuel, Peter Cornelius aceita as últimas vontades do seu inimigo, tornando-se assim no tutor de Miguel Molan. Marcado pelos acontecimentos de 1617, o aventureiro neerlandês resgata o velho Christian do cativeiro da Inquisição e os dois tornam-se companheiros inseparáveis. Fogem então com Miguel, protegidos de muito perto pela eterna sombra de Nenu, princesa de Solor, que morreu no parto de Miguel corria o ano de 1613.
Juntos navegam para a Europa, numa viagem marcada pela adversidade. Interceptado por um corsário famoso, de seu nome El Samandris, Peter é feito prisioneiro e obrigado a separar-se de Miguel, que fica à guarda de Christian em Marraquexe. Os inseparáveis amigos acabam mais tarde por se reencontrar e seguir viagem, rumo à Europa. Em terras da Provença, Peter apaixona-se pela bela e enigmática Constance, despertando os ciúmes de Nenu. Apesar de morta, a princesa dos demonaras está sempre presente: «dormir é coisa dos vivos», diz ela, lançando-se nos ares, transformada em corvo, sempre que vai à procura do filho. Com o passar do tempo, a afeição que Constance sente por Miguel acaba por se revelar determinante e fazer com que Nenu aprove o relacionamento entre os dois amantes.
Das Índias até à Europa, ainda e sempre ao encontro do Livro da Vida. Entre as perseguições movidas pela Inquisição, as intrigas palacianas e os típicos confrontos entre corsários e espadachins. A história de um homem marcado por um segredo do seu passado e a sua luta por se reconciliar com a vida e com o amor.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Novidade: "A rapariga que roubava livros" - Markus Zusak

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 9º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada - Grau de Dificuldade II.

Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Novidade: "O reino" - José Manuel Marques

O Reino é um romance histórico baseado nos conhecimentos atuais sobre os factos que estiveram na origem da formação de Portugal.
O livro retrata a vida de Dom Afonso Henriques e a complexa teia de relações que levou ao nascimento e reconhecimento de Portugal como um novo reino.
É também de um olhar novo sobre a vida de Dom Afonso Henriques e através dele se propõem novas interpretações históricas sobre muitos dos episódios que estiveram na origem de lendas que ainda hoje conferem um estatuto de mito àquele que foi o primeiro rei de Portugal.